EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

(Betto Gasparetto)

Parte X: Intimidades, Eternos Abraços

Foto por Sebastian Voortman em Pexels.com

I

Na eternidade dos abraços, encontramos o porto seguro. Em tantos mares, entre naufrágios e delírios, nossos corpos se tornaram o refúgio um do outro. Navegamos juntos na calmaria dos laços profundos, onde o teu corpo seguro é a bússola que guia minha alma por oceanos de amor sem fim.

II

Na eternidade dos abraços, encontramos um refúgio onde o tempo parece desacelerar e as batidas dos nossos corações se fundem em um compasso único. É um capítulo sublime, onde os momentos se estendem como linhas que contornam o infinito, e cada toque é uma promessa de que o amor pode transcender os limites efêmeros da existência.

III

Os abraços são como portais para um reino atemporal, onde nos perdemos na suavidade das carícias e nos encontramos na segurança dos braços um do outro. Cada enlace é um elo que une nossas almas, criando um laço indissolúvel que resiste à passagem implacável do tempo. Na eternidade dos abraços, descobrimos que o amor é a única constante que perdura.

IV

O calor do abraço é uma chama que queima eternamente, uma centelha que ilumina as sombras da jornada. Em cada toque, desbravamos o território do afeto, explorando as fronteiras da ternura e construindo castelos de segurança nos corações um do outro. É como se, nos braços do amado, encontrássemos um lar eterno.

V

A cada abraço, escrevemos uma nova página na história do nosso amor. Os momentos de ternura compartilhados se acumulam como capítulos de uma epopeia, e, no aconchego mútuo, percebemos que os gestos mais simples são os que contêm a essência mais profunda da nossa ligação. A eternidade dos abraços reside na simplicidade sublime desses gestos de carinho.

VI

Os abraços são testemunhas silenciosas de nossas alegrias e tristezas, de nossos triunfos e desafios. Cada abraço trocado é um contrato tácito de apoio mútuo, uma promessa de que, nos braços um do outro, encontraremos força para enfrentar qualquer tempestade. Na eternidade dos abraços, compreendemos que somos almas que se apoiam mutuamente na jornada da vida.

VII

E, na quietude desses abraços eternos, vivenciamos o milagre de pertencer um ao outro. Os momentos de silêncio, onde apenas os batimentos dos nossos corações falam, são como cálices de eternidade que bebemos juntos. Nos abraços, descobrimos a magia de estar presente, de compartilhar o presente e de construir um futuro que se estende até a eternidade.

VIII

Assim, na eternidade dos abraços, descobrimos que o amor verdadeiro é atemporal. Cada enlaço é um elo que se projeta para além das fronteiras do hoje, criando uma tapeçaria de afeto que se desdobra no horizonte infinito do sempre. Nos abraços, encontramos a promessa de uma ligação que transcende as estações da vida, persistindo como uma constante imutável na eternidade do nosso amor.

(Betto Gasparetto – v-x)

Deixe um comentário