EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

(Betto Gasparetto)

Parte XI: Ainda Tens Teu Corpo em Meu Porto

Foto por mododeolhar em Pexels.com

I

No crepúsculo dos nossos desejos, descubro a sagrada geografia do teu corpo em meu porto. É um capítulo em que a entrega se torna uma dança íntima, onde as ondas do prazer acariciam as margens da nossa paixão compartilhada. Teu corpo, como uma terra desconhecida, é o porto seguro onde minha alma encontra ancoragem.

II

A cada toque, desbravo as enseadas e baías que compõem a topografia única do teu ser. Cada curva e cada suave colina são como cartas náuticas que guiam minhas mãos por caminhos secretos, revelando o mapa inexplorado do nosso amor. O toque torna-se o idioma pelo qual nos comunicamos, uma linguagem rica em nuances que só os amantes entendem.

III

O calor da tua pele é a bússola que me orienta, apontando na direção do deleite e da rendição. Em teus braços, encontro um abrigo que transcende as tempestades da vida, onde o oceano dos nossos corpos se funde em uma única correnteza de prazer. Cada beijo é como uma brisa marítima, carregada de promessas sussurradas pelo vento da paixão.

IV

Teu corpo, em meu porto, é um território explorado com devoção e reverência. Cada beijo é um tributo, uma oferta de adoração aos santuários secretos que se revelam na penumbra do desejo. As carícias são preces sussurradas, como mantras que ecoam nos recantos mais profundos do nosso entendimento mútuo.

V

A intimidade compartilhada é um ritual sagrado, onde os gemidos se tornam cânticos que reverberam nas paredes do nosso refúgio aconchegante. O prazer é a oferenda que trocamos, uma celebração dos corpos que dançam em harmonia, como as marés que seguem a cadência da lua. É a comunhão de duas almas que se entrelaçam no altar da entrega mútua.

VI

E, enquanto navego nas águas calmas do teu corpo, descubro que o amor é uma jornada contínua, onde cada toque é uma estação de partida para novas descobertas. O teu corpo em meu porto é a sinfonia da conexão, uma melodia que ressoa nas câmaras silenciosas do nosso entendimento. É a promessa de que, mesmo nas marés incertas da vida, encontraremos abrigo nos braços um do outro.

VII

Assim, o teu corpo em meu porto é mais do que uma fusão de saudade e encontro; é a expressão física da minha viagem. É a constatação de que, neste porto seguro, encontramos a paz, a paixão e a plenitude que só o verdadeiro amor pode proporcionar.

(Betto Gasparetto – v-x)

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