EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

(Betto Gasparetto)

Parte III: Respostas, Tempestades do Coração

Foto por GEORGE DESIPRIS em Pexels.com

I

Sob tempestades do coração, os relâmpagos do desejo iluminavam as águas agitadas, enquanto as lágrimas salgadas se misturavam às águas salgadas do mar. Cada rajada de vento carregava consigo a intensidade dos sentimentos, e meu barco, frágil diante das tormentas, persistia na busca insaciável pelo abrigo dos teus braços.

II

Sob os céus carregados de nuvens, mergulhei nas tempestades do coração, onde os relâmpagos do desejo iluminavam as águas agitadas do sentimento. As marés tumultuosas, impulsionadas pela energia elétrica da paixão, quebravam contra as rochas do meu ser, deixando marcas profundas de intensidade e volúpia.

III

As tempestades do coração eram como um frenesi de emoções, um turbilhão de sentimentos que se desencadeava com a força de um vento descontrolado. Cada raio era um arrepio que percorria a espinha, um eco vibrante que ressoava nas cavernas do meu ser, enquanto o trovejar do desejo ecoava como uma sinfonia de paixão incontida.

IV

Em meio às tempestades, teu olhar tornou-se meu farol, uma luz ardente que cortava as trevas. Os ventos da incerteza, porém, sacudiam as velas da confiança, fazendo-me navegar por mares desconhecidos, onde o único farol visível era a luz fugaz dos teus olhos.

V

Cada gota de chuva era um beijo roubado pelo vento, uma carícia que caía do céu para selar o pacto entre o coração e a tormenta. Nos abraços das tempestades, despi-me das defesas, entregando-me ao tumulto de sentimentos que se chocavam como ondas enfurecidas.

VI

No coração da tempestade, encontrei o abrigo da tua presença, onde o caos se transformava em uma dança apaixonada. Os trovões, como tambores de guerra, marcavam o compasso acelerado do meu peito, enquanto a chuva salgada misturava-se às lágrimas da entrega, formando um rio que fluía em direção à profundidade do nosso amor.

VII

As tempestades do coração eram um teste de resistência, uma prova de que o amor verdadeiro é capaz de sobreviver à fúria dos elementos. A cada rajada de vento, a cada rajada de emoção, eu me agarrava à certeza de que, no olho do furacão, encontraríamos a serenidade que só os amores tempestuosos podem conhecer.

VIII

E assim, nas tempestades do coração, aprendi que a paixão é como um vendaval que desarruma as certezas e desafia os limites. Enfrentei os ventos furiosos da dúvida, mas, ao mesmo tempo, experimentei a emoção indomável que se ergue das profundezas, moldando uma história intrépida e apaixonante, onde as tempestades são prelúdios para os momentos de quietude que se seguem.

(Betto Gasparetto – v-x)

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