EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

(Betto Gasparetto)

Parte IV: Içando Horizontes Íntimos

Foto por Splash of Rain em Pexels.com

I

Nos horizontes íntimos, descobri constelações de prazer, onde as estrelas eram os gemidos que ecoavam na vastidão do nosso êxtase. Cada toque era uma promessa cumprida, uma jornada que se desdobrava em terras inexploradas de êxtase compartilhado.

II

Nos horizontes íntimos, onde o céu e o mar se unem em uma sinfonia celestial, encontrei os contornos suaves da tua presença. Cada amanhecer revelava um novo capítulo, onde as nuances do nosso amor se desenhavam nas cores vibrantes que tingiam o céu da nossa cumplicidade.

III

Os horizontes íntimos eram como uma tela em branco, aguardando a pincelada delicada dos nossos momentos compartilhados. As estrelas, agora testemunhas silenciosas do nosso entrelaçar, cintilavam como diamantes na vastidão do nosso espaço íntimo, onde segredos eram sussurrados ao vento e desejos eram entrelaçados como fios de seda.

IV

Nesse horizonte privado, descobrimos que as marés da paixão podem ser suaves como carícias, e os ventos do compromisso sopram constantes, guiando-nos por mares de harmonia. Cada onda que beijava a costa da nossa intimidade trazia consigo histórias entrelaçadas, registros eternos de um amor que navegava por águas tranquilas.

V

Nos horizontes íntimos, nossos corpos se tornavam navegadores destemidos, explorando terras desconhecidas de prazer e descoberta. Cada toque era um mapa que guiava nossas mãos por caminhos secretos, e a comunhão dos nossos corpos criava um espetáculo celestial no palco da nossa alcova.

VI

O sol poente, como um artista generoso, pintava o céu com pinceladas douradas, celebrando a beleza dos nossos momentos íntimos. Nas sombras da noite, encontrávamos refúgio nas constelações do desejo, onde os gemidos e sussurros eram estrelas cadentes a iluminar a escuridão.

VII

Na quietude dos horizontes íntimos, descobrimos que a verdadeira entrega é uma dança sutil entre o dar e o receber. Cada respiração compartilhada era um pacto renovado, uma promessa selada pelos beijos que ecoavam como ecos suaves no crepúsculo do nosso entendimento mútuo.

VIII

Assim, nos horizontes íntimos, os nossos mundos se fundiam, criando uma geografia única de afeto e paixão. Os suspiros se tornavam ventos que sopravam suavemente, acariciando as velas da nossa jornada conjunta. Era nesse horizonte, onde as estrelas cintilavam como testemunhas eternas, que descobrimos que o verdadeiro amor não conhece fronteiras, e nossas almas dançavam juntas sob o manto celestial da nossa intimidade compartilhada.

(Betto Gasparetto – v-x)

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