EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

(Betto Gasparetto)

Parte VI: Mares Revoltos em Segredos

Foto por David Brown em Pexels.com

I

Entre recifes do prazer, nossos corpos eram navegadores destemidos, desbravando os segredos das profundezas da entrega mútua. A cada mergulho, descobríamos novos abismos de prazer, e o teu corpo seguro tornava-se meu porto em meio às tempestades do querer.

II

Na penumbra dos sentimentos mais íntimos, iniciamos o capítulo que revela segredos, onde as sombras se dissipam para dar lugar à luz tênue de confissões silenciosas. Nossas almas, como manuscritos antigos, guardam mistérios que se desvelam na linguagem sutil dos gestos e nos suspiros compartilhados.

III

Revelar segredos torna-se uma dança delicada, onde a confiança é a música que embala nossos passos. Cada olhar trocado é uma chave que desbloqueia portas secretas, revelando câmaras escondidas onde guardamos nossos desejos mais profundos. A intimidade é um convite à exploração mútua, desvendando recantos escondidos nos recônditos da nossa existência compartilhada.

IV

Nesse cenário de confissões, somos exploradores audaciosos, desbravando terrenos que se estendem além do visível. Os suspiros, como cartas não enviadas, contam histórias que, por vezes, as palavras não conseguem articular. Em cada toque, descobrimos capítulos inexplorados, desenterrando verdades que ressoam como eco nas paredes do nosso refúgio compartilhado.

V

Revelar segredos é um pacto de vulnerabilidade, uma entrega mútua que cria um laço indestrutível. O coração, esse arquivista de emoções, revela páginas escritas em tintas invisíveis, e, aos poucos, permitimos que o outro decifre as entrelinhas do nosso ser. Nos abraços, desdobramos os mapas que conduzem aos territórios inexplorados dos nossos sentimentos mais autênticos.

VI

Na cumplicidade dos segredos partilhados, os silêncios ganham significado, e as palavras pronunciadas têm o peso da confiança mútua. Cada confissão é uma pedra colocada na construção sólida da nossa compreensão mútua, erguendo pilares que sustentam o edifício do nosso amor. Revelar segredos é despir a alma, expondo os recantos mais íntimos para serem acolhidos e amados.

VII

No terreno dos segredos, encontramos a magia da aceitação incondicional. Somos livres para sermos nós mesmos, sem máscaras ou disfarces. A luz que emerge dessas revelações dissipa qualquer sombra de dúvida, e a verdade crua, por mais complexa que seja, é celebrada como a essência pura do que somos.

VIII

Assim, na revelação de segredos, construímos alicerces sólidos para um entendimento mais profundo. Nosso amor é um santuário onde os segredos são acolhidos como tesouros preciosos, e cada confissão é um ato de entrega que fortalece os laços que nos unem. Nesse universo compartilhado de descobertas, abrimos nossos corações para a beleza e a complexidade que residem nos segredos mais autênticos que revelamos um ao outro.

(Betto Gasparetto – v-x)

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