EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)
(Betto Gasparetto)
Parte VII: Abriga-me Brisa Pós-Tempestade

I
Na brisa pós-tempestade, os suspiros acalmavam-se, e nossos corpos repousavam como barcos ancorados na tranquilidade da saciedade. O murmúrio suave das palavras trocadas ecoava como uma melodia suave, e o silêncio era preenchido pelo sussurro do amor saciado.
II
Na esteira das tempestades que varreram nossas almas, emerge a suave brisa pós-tempestade, acalmando os corações que foram testados pela fúria dos elementos. É um capítulo de respiro, onde as lágrimas da tormenta são secas, e os raios de sol começam a romper as nuvens escuras, anunciando a promessa de dias mais serenos.
III
A brisa pós-tempestade é um bálsamo que acaricia os rostos cansados, uma carícia suave que sussurra esperança nos ouvidos que estavam acostumados ao rugido das tormentas. Os ventos, agora brandos, trazem consigo o aroma da renovação, como se a própria natureza estivesse nos envolvendo em seus braços para nos confortar.
IV
Nesse momento de acalmia, percebemos que as cicatrizes deixadas pelas tempestades são testemunhas da nossa resiliência. As ondas da paixão que antes agitavam com força cedem lugar a um mar sereno, e a superfície reflete a imagem renovada de um amor que resistiu à prova do tempo e da adversidade.
V
Na brisa pós-tempestade, encontramos o consolo mútuo. Os olhares trocados carregam a compreensão silenciosa do que foi superado, enquanto as mãos entrelaçadas transmitem a força que adquirimos ao enfrentar juntos as intempéries da vida. É como se o próprio universo celebrasse a nossa capacidade de emergir mais fortes após as tormentas.
VI
Os corações, outrora agitados, agora pulsam em um compasso sereno. As lágrimas, antes salgadas como o mar revolto, transformam-se em gotas de melancólica beleza que enfeitam a paisagem do nosso recomeço. É a brisa pós-tempestade que nos recorda que, mesmo nas horas mais escuras, há sempre a promessa de um novo amanhecer.
VII
Os beijos trocados nesse instante são como gotas de chuva que caem suavemente, refrescando a terra ressequida pela tempestade. Cada toque é uma celebração da vida que persiste, uma afirmação de que, apesar das feridas, o amor é a força que nos ergue e nos impulsiona para frente.
VIII
Assim, na brisa pós-tempestade, percebemos que o amor verdadeiro é resiliente como as raízes profundas de uma árvore. A cada batida do coração, reconhecemos que, mesmo nas adversidades, encontramos a fortaleza para enfrentar o desconhecido, e a brisa suave nos conduz gentilmente para o próximo capítulo da nossa história compartilhada.
(Betto Gasparetto – v-x)
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