EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

(Betto Gasparetto)

Parte VIII: Retirantes, Delirantes Sentidos

Foto por Tim Gouw em Pexels.com

I

Na aurora dos sentidos, despertávamos como navegadores renascidos, prontos para embarcar em novas jornadas pelos mares do prazer. Os primeiros raios de sol acariciavam nossas peles entrelaçadas, e o teu corpo seguro era o farol que guiava os passos hesitantes do meu coração.

II

Nos delirantes sentidos, adentramos um território onde a realidade se entrelaça com a fantasia, e as sensações se desdobram em uma sinfonia de prazer e êxtase. Cada toque é uma nota vibrante, cada suspiro é uma melodia que ecoa pelos corredores dos nossos desejos mais profundos.

III

É como se o mundo ao nosso redor se transformasse em um palco de sensações, onde as cortinas se abrem para revelar um espetáculo de emoções intensas. Os sentidos, agora em um estado de delírio, dançam na penumbra do desejo, criando uma atmosfera onde o tato, o paladar, o olfato, a audição e a visão convergem em uma celebração sensorial.

IV

Os dedos, artistas habilidosos, exploram cada centímetro da pele, desenhando arabescos de prazer que fazem o corpo estremecer em resposta. Cada carícia é uma promessa, uma entrega que transcende as fronteiras do físico e se inscreve nas páginas invisíveis do nosso entendimento mútuo.

V

Na paleta dos sabores, descobrimos um banquete de desejos realizados. Os lábios, como garçons delicados, servem beijos que têm o gosto de promessas cumpridas. Cada encontro é uma explosão de sabores que nos embriaga, levando-nos a um estado de êxtase onde os limites do prazer são desafiados e reinventados.

VI

Os aromas, impregnados de paixão, flutuam no ar como uma fragrância única que pertence apenas a nós. O cheiro da pele, o perfume sutil, são reminiscências que evocam memórias de encontros passados, como um convite para mergulhar nas profundezas dos nossos sentidos compartilhados.

VII

No delírio da audição, cada suspiro, gemido e palavra sussurrada é uma melodia que ressoa na atmosfera íntima. O som dos nossos corpos entrelaçados é uma sinfonia de harmonia sensual, uma composição única que ecoa nos corredores do nosso espaço compartilhado.

VIII

E, na visão dos delirantes sentidos, os corpos se transformam em obras de arte, cada movimento é uma dança que conta uma história de paixão. A luz suave, filtrada pelas cortinas da entrega, revela contornos que são verdadeiros poemas visuais, e os olhos, espelhos da alma, comunicam emoções que transcendem as barreiras do silêncio.

IX

Assim, nos delirantes sentidos, encontramos um estado de êxtase onde os limites da realidade se dissolvem, e nos perdemos nos labirintos sensoriais do amor. É uma jornada que nos leva além do palpável, explorando os recantos mais íntimos da nossa conexão, onde os sentidos se tornam cúmplices de uma paixão que transcende as fronteiras do mundano.

(Betto Gasparetto – v-x)

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