NA VIDRAÇA SUADA DO MEU QUARTO DESENHEI O CORAÇÃO DA MINHA AMADA
(Betto Gasparetto)

Na vidraça suada do meu quarto, desenhei com a pena do sentimento o coração da minha amada. Oh, sublime musa que habita os meus sonhos, como a lua que ilumina as noites escuras, tua imagem reflete-se na janela da minha alma.
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Com traços delicados, como versos tecidos com fios de saudade, delineei a forma graciosa do coração que bate em uníssono com o meu. As gotas de orvalho, como lágrimas de alegria, adornavam a superfície translúcida, testemunhas silenciosas do amor que florescia na penumbra do quarto.
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Os raios da aurora, qual tinta fresca sobre a tela da manhã, revelavam o desenho amoroso na vidraça, como se o próprio sol reconhecesse a beleza desse símbolo de paixão. A cada alvorada, o coração na janela clamava pela presença da minha amada, como um eco suave dos meus sentimentos.
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Oh, doce dama dos meus devaneios, tua imagem paira na vidraça como uma miragem etérea, uma promessa de amor que transcende as fronteiras do tempo. Cada traço desse coração gravado na janela é uma declaração silenciosa, um poema visual que ecoa os versos do meu coração apaixonado.
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No crepúsculo, quando as sombras dançam em sintonia com os suspiros do vento, o coração desenhado na vidraça brilha como uma estrela solitária, aguardando o reencontro sob o manto estrelado da noite. E assim, na solitude do meu quarto, o coração na janela testemunha a constância do meu amor, um farol que guia meus pensamentos na vastidão da noite.
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Que este desenho na vidraça seja eternizado, como um testemunho mudo da intensidade do sentimento que me consome. Na serenidade das noites silenciosas, o coração na janela sussurra palavras de amor, ecoando o eterno compromisso de um coração enamorado.
(Betto Gasparetto)
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