Arquivo para janeiro, 2024

REVOADAS

Posted in Sem categoria on 3 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Onde está Pegasus de vitrais içando voo esplêndido e graciosamente, que vai tecendo palavras e mesmo ao sussurro do coração?

Onde está o amor, qual véu límpido de artifício supremo, que constrói os fios invisíveis do paralelo destino, entrelaçando corpos, olhares, suores, almas que se encontram vividamentes emaranhadas na abóbada celeste?
*
Talvez na regência magnífica dos sentidos, as paixões despontam como uma labareda devoradora que nutre, arde em fogos que se avivam num beijo…
*
Talvez na essência, como o braseiro que vai aquecendo os leitos, os  póros,  a alma em seu ápice intimamente flamejante…

(Betto Gasparetto)

A EUFORIA DE UM ANO DE ENCONTROS E EVIDÊNCIAS

Posted in Sem categoria on 2 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

(A Entrega)

No áureo ano em que o amor floresce,

Euforia é a alma, em doce dança,

No coração, a paixão resplandece,

Ardente chama que em fervor se lança.

*

Em cada olhar, o brilho reluzente,

No peito, o bater forte e compassado,

Na pele, a sensação que é tão envolvente,

O doce sabor do amor declarado.

*

Ano abençoado, de alegria e encanto,

Onde os amantes se entregam, sem receio,

No pulsar forte de um só coração.

*

Euforia, a emoção é como o pranto,

Que inunda almas num puro devaneio,

Ano de amor, eterna celebração.

*

(O Convite)

Nos laços de um amor, com beijos, danço,

Euforia, a paixão nos lábios arde,

Em gestos doces, sinto o amor que expande,

Nesse ano em que o amor é meu remanso.

*

Beijo francês, que em doce balanço,

Une almas, corações numa aliança,

Na suavidade, entrega-se a esperança,

Em cada toque, um novo avanço.

*

No ano do amor, o beijo é a sinfonia,

De lábios unidos em doce harmonia,

Eternizando a chama que nos consome.

*

Oh, beijo francês, sublime magia,

No ano em que o amor é a melodia,

Que em cada beijo, o amor se resume.

*

(Os Olhares)

Nos delírios sensuais deste amor ardente,

Euforia, a paixão em fogo arde,

Cada toque é um convite envolvente,

Neste ano em que o amor tudo alarde.

*

Sensualidade em cada gesto e olhar,

A pele eriçada clama por mais calor,

Neste ano em que o amor vem se encontrar,

No êxtase dos corpos, no seu fulgor.

*

No enlace sedutor, tudo se enlaça,

As curvas se encontram, há uma dança,

Neste ano em que o amor se revela.

*

Sensuais desejos, a alma em devassa,

No ano em que o amor se encanta e avança,

No éden de prazeres, onde se revela.

*

(Perfumes)

Na ânsia íntima do querer provar,

Euforia paixão, desejo em brasa,

Neste ano em que a chama vem pulsar,

No anseio ardente que a alma arrasa.

*

A intimidade ferve, o coração dispara,

No íntimo querer de estar junto,

Neste ano em que a paixão não se separa,

No desejo íntimo, que o amor defunto.

*

Querer se entrelaça em cada olhar,

A saudade espreita, a pele anseia,

Neste ano em que a paixão é mar.

*

Na intimidade, o amor se recreia,

No querer, no anseio de amar,

Neste ano em que a paixão incendeia.

(Betto Gasparetto)

UMA CARTA PERDIDA NO PAÍS DA RENÚNCIA

Posted in Sem categoria on 2 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

PRIMEIRO ATO: Busca Incessante

No país da renúncia, a carta perdida,

Nas dobras do tempo, na ausência sentida,

Um relato guardado, na alma ferida,

Esperança adormecida, porém, nunca esquecida.

*

Entre murmúrios suaves, o silêncio se faz,

A carta, qual tesouro, em terra distante,

Palavras suspensas, além do cais,

Afagos de amor, num voo constante.

*

No peito do remetente, a dor se estende,

Anseios calados, em busca incessante,

Na terra da renúncia, a alma se rende,

Ao reencontro da carta, finalmente vibrante.

*

O país da renúncia, agora transmutado,

A carta ressurge, o elo restabelecido,

Um cântico de amor, antes calado,

A redenção das almas, no presente renascido.

*

SEGUNDO ATO: Palavras Reprimidas

No país da renúncia, a carta esquecida,

Entre batalhas travadas, silenciada gemia,

Nas cicatrizes da guerra, pela estrada perdida,

A mensagem oculta, na memória se erguia.

*

No campo da luta, a carta dispersa,

Entre os guerreiros, anseio por paz,

Palavras reprimidas, em meio à dispersa,

Um grito silente, num mundo voraz.

*

Nos dias de batalha, o eco distante,

A carta resguardada, em campos de dor,

A espera aflita, a busca constante,

Em meio à fúria, o anseio de amor.

*

No país da renúncia, a guerra se esvai,

A carta emerge, entre escombros e cinzas,

Mensagens de amor, na paz que cai,

Sobre o campo de batalha, onde a vida se finca raízes.

*

TERCEIRO ATO: Refúgio das Letras

No país da renúncia, a carta perdida,

Entre amantes separados, a saudade dividida,

Palavras apaixonadas, na alma reprimida,

Um juramento eterno, na ausência tecida.

*

Entre os amores clandestinos, a carta se esconde,

Segredos ardentes, no papel se entrelaçam,

Mensagens de desejo, onde o coração responde,

No refúgio das letras, as almas se abraçam.

*

Nos encontros furtivos, a carta se entrega,

Nos beijos roubados, nas noites de lua,

Promessas sussurradas, na paixão que cega,

O amor proibido, em cada palavra sua.

*

No país da renúncia, o amor se revela,

A carta descoberta, o segredo desvelado,

O enlace de amantes, a história singela,

Na união eterna, pelo destino abençoado.

*

QUARTO ATO: Beijos Proibidos

No país da renúncia, a carta contém

Beijos proibidos, amores além

De fronteiras impostas, num jogo também

Entre sonhos ardentes, num doce vaivém.

*

Nos lábios que anseiam, o beijo suspenso,

No silêncio dos gestos, o toque sedento,

No êxtase furtivo, o amor intenso,

Na dança dos corpos, num enlace atento.

*

Em sombras ocultas, na noite escura,

O beijo proibido, qual chama impura,

Na pele que queima, a paixão perdura,

No país da renúncia, a nossa loucura.

*

Entre amantes condenados, o beijo vivido,

Na carta escondida, o amor proibido,

Em cada palavra escrita, o desejo atrevido,

No encontro fugaz, o sentimento erguido.

*

QUINTO ATO: Eu Te Amo

No país da renúncia, nas linhas traçadas,

 “Eu te amo” ressoa, em cada palavra anunciada,

No silêncio das entrelinhas, nas almas abraçadas,

Um sentimento eterno, na carta revelada.

*

Nas curvas das letras, o amor se entrelaça,

“Eu te amo” ecoa, em tons de promessa,

Na tinta que desliza, a emoção que abraça,

Um juramento eterno, uma doce prece.

*

No país da renúncia, o amor resplandece,

“Eu te amo” sussurrado, em segredo mantido,

Nas margens do papel, a paixão que não cede,

Um sentimento grandioso, no tempo perdido.

*

Entre amantes separados, a frase ecoa,

“Eu te amo” transcende, barreiras e espaços,

No encontro da carta, a verdade se entoa,

Um vínculo eterno, entre dois abraços.

*

SEXTO ATO: Caixa de Bombons

No país da renúncia, beijos de chocolate,

Doce sabor nos lábios, deleite sem revés,

Nas cartas escondidas, um gesto que abraça,

Sabor adocicado, afago que não se desfez.

*

O beijo de chocolate, suave tentação,

Na pele macia, derrete sem pressa,

Nos momentos sutis, encontra-se a paixão,

No doce enlace, a entrega é confessa.

*

Nas entrelinhas da carta, o doce se desenha,

Beijos de chocolate, carícias sem par,

Em palavras doces, a doçura se empenha,

Sabor eternizado, num gesto singular.

*

No país da renúncia, o beijo se revela,

Chocolates entrelaçados, nos lábios a dançar,

Doçura que transcende, na carta que apela,

Um afeto genuíno, difícil de apagar.

*

SÉTIMO ATO: Prendeste-me em Pátios Secretos

No país da renúncia, teus beijos são brasa,

De loba faminta, selvagem e ardente,

Em cada toque, a paixão se enlaça,

Corpo a corpo, entrega eloquente.

*

Teu amor de loba, feroz e sem véus,

Beijos que incendeiam, o desejo resplandece,

Na pele que anseia, paixão que se deu,

Um fogo que arde, num amor que não cesse.

*

Tu beijas-me o corpo, cada parte, com calma,

Como loba a guiar, nos rastros do amor,

Teu afago apaixonado, minha alma acalma,

No país da renúncia, és meu furor.

*

Com garras suaves, marcas que me acendem,

Teu beijo de loba, um afago intenso,

Na entrega completa, em que nos rendemos,

Nossos corpos unidos, num laço imenso.

(Betto Gasparetto)