Arquivo para janeiro, 2024

PRESSENTIMENTOS DE UM AMARGO ADEUS

Posted in Sem categoria on 23 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Foto por Nazila Azimzada em Pexels.com

Num canto silencioso do coração, sinto a dança sutil dos pressentimentos, como folhas de outono sendo levadas pelo vento da incerteza. O eco dos passos que se aproximam ressoa na alma, anunciando um adeus iminente. É como se as sombras se alongassem, tingindo os dias de uma tonalidade mais melancólica, antecipando a despedida que paira no ar.

Os olhos, outrora repletos de promessas e risos compartilhados, agora refletem a sombra de um futuro que se desenha diferente. Cada olhar trocado parece carregar o peso de palavras não ditas, de sentimentos que se escondem nos interstícios do silêncio. O coração, antes batendo em compasso harmonioso, agora parece murchar sob o peso da inevitabilidade.

As palavras se perdem nas entrelinhas, como se o universo conspirasse para embaçar a clareza das despedidas. Há um nó na garganta que sufoca a voz, tornando as despedidas ainda mais difíceis. É como se o tempo, que um dia foi aliado, agora se tornasse um adversário implacável, avançando inexoravelmente em direção a um ponto de separação.

No entanto, mesmo nos pressentimentos de um adeus, há uma beleza triste, uma poesia na melancolia que permeia esse capítulo final. É como se cada suspiro contivesse a história de momentos compartilhados, um elo invisível entre passado e futuro. No crepúsculo da despedida, surgem memórias que se agarram à pele, como tatuagens emocionais, eternizando o que foi vivido.

E assim, nos pressentimentos de um adeus, encontramos a coragem para abraçar o inevitável. Como pétalas de uma flor que se soltam ao vento, deixamos partir o que já não pode ser retido. Na dança delicada entre o adeus e a esperança, descobrimos que, mesmo nas despedidas, há a promessa de um novo começo, uma página em branco aguardando para ser preenchida pela história que está prestes a se desdobrar.

(Betto Gasparetto)

QUANDO A CHUVA MOLHOU NOSSOS BEIJOS

Posted in Sem categoria on 23 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

I – Os Prelúdios do Encontro

As exclamações da existência, quando as imagens no espelho dançam ao adágio suave dos suspiros, encontramo-nos no ponto crucial dos nossos olhares. A impressão que se dava era como se nós tivéssemos o poder de navegar pelo universo, em sua infinita sabedoria estrategicamente formada, e que pudéssemos tecer nossos fios emocionais para absorver a plenitude do amor. E assim, os nossos olhares tiveram o ímpeto de se cruzarem imantados de desejo e som, atraídos pelo poder soberano do querer, indicando a introdução de um capítulo que se transformava em algo absoluto.

As ações possessivas foram necessárias para dar início ao diálogo romanesco dos corações. O silêncio que entre nós sublimava, era uma tatuagem natural, uma forma orquestrada de sentimentos que trazia efeitos nos cantos escondidos de nossas almas. O nosso encontro sempre foi uma dança, uma coreografia criada espontaneamente pelos nossos passos nas areias do tempo. A cada passo, sentíamos percorrer em nós o vislumbre de olhares pintados de euforia e sonhos e anseios de poder conjugar o verbo ficar.

Assim pelos pergaminhos quais escribas registramos nossas histórias, experimentamos o entrelaçar de memórias e saudades num fio condutor de poder retornar aos paços do amor inquestionável. A magnitude dos queres estão talhadas nos detalhes, nos gestos suntuosos do abraçar, que revelavam uma profunda e icônica maneira de amar o distante, de entender o silêncio das palavras. O universo do teu corpo, oh amada, salpicada de momentos, transformou a vida de um nômade, num grão-vizir que tatuou no coração mortal marcas indeléveis de uma jornada única.

Nem mesmo as areias quais pisei, nem mesmo as incontáveis estrelas quais admirei, pode transcrever aos ventos a terna compreensão que o amor produz. O amor não é apenas um acaso, mas uma composição artística, cuidadosamente pintada pelos pincéis invisíveis do grande mestre. Registre-se, porém, que o pertencimento nos trouxe o completo, deixando-nos ansiosos atentos aos avisos que nossos encontros ainda estão por desdobrar, onde a chuva, oh sábia e encantadora chuva, aquela que molhou nossos beijos, seria a musa das musas que construiria uma história que iria ultrapassar as fronteiras do efêmero.

(Betto Gasparetto)

A CUMPLICIDADE SE ESCREVE COM BRISA (Monólogo de uma Carta dos Quereres)

Posted in Sem categoria on 20 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

 

Foto por Kristin Vogt em Pexels.com

Venha minha brisa morder meus lábios como quem quer dominar os meus desejos…

Quero deitar em teu colo e repousar os meus suspiros em tua pele felina…

Quando beijo teus lábios, quero acreditar que o tempo para por alguns segundos…

Não quero te ver entristecida por coisas bobas, ou ciúmes sem motivos…

*

Quero sim, me envolver em tua geografia de mulher e poder descobrir um porto seguro para me aportar como refúgio verdadeiro…

Não temas oh minha amada brisa, quando ao abraçar tua cintura e sentir teus seios me cobrindo o peito, naquele momento por uma fração de segundos possamos levitar por sobre os mares dos desejos…

Quando suspirares em meu ouvido EU TE AMO E QUERO CONTINUAR DANÇANDO SOBRE TEU COLO, aí o mundo desaba em suores…

*

Como poderei enxugar teu corpo se em nossos lábios o mel escorre em tua geografia?

Quando poderemos atingir o êxtase se tua dança, teu ventre, teus seios,

Teus receios e tua boca me devoram sem cessar?

Me responda oh brisa minha…

Quero ouvir tua voz como resposta…

*

Até breve suave brisa…

(Betto Gasparetto

SOB A LÂMINA DOS NOSSOS BEIJOS PROIBIDOS CENSURAMOS OS OLHARES DOS CORREDORES

Posted in Sem categoria on 20 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Oh, doce, proibido e indomável beijo, que sob a lâmina dos portões cerrados, os passos romanceados de sentir, ora em chuvas, ora em sóis, no descompasso da caminhada, o teu vulto se desenha em brisa…

*

Censuramos, sim, todos os olhares clandestinos, nos corredores dos saberes ocultos das tardes ensolaradas. Em segredo, nossos lábios umedecidos de silêncio e som se encontram, num intrépido amor clandestino e ao mesmo tempo algozes…

*

Um romance clássico que se perpetua que enaltece a geografia ainda a ser explorada, como uma rosa desabrochando em meio aos queres…

*

Nossos suspiros, ah nossos suspiros que sussurram segredos, os olhares clandestinos em tons de ameaças questionam: “O que está acontecendo? ”, porém, o sol testemunha nossa compulsiva paixão como que validando o sentimento…

*

E os pássaros, como testemunhas silenciosas, guardam em suaves melodias nosso segredo sagrado…

*

Oh, como é doce esse mel que verte do teu fruto proibido, colhido sob o véu da inocência…

Nosso amor causa arrepios nas poesias tecidas de aforismos e manifestações ardentemente florescidas de razão e sentidos, resistindo assim, às tempestades da sociedade…

*

Dançamos pelos corredores, às escondidas, nos perdemos nos compassos, nos entregamos em abraços e olhares nos bastidores dos intervalos a céu aberto…

*

Os olhos alheios estão cegos de ira e fome pela ignorância hereditária da falência humana…

São iconoclastas do eu exterior que pelas chamas ofuscantes da decadência, julgam como juízes num tribunal de cegos…

*

(…)

*

Assim como Romeu e Julieta, que se entregaram às luzes do querer, estamos num momento de pertencimento de palavras bordadas de desafios vencidos…

Mas, eles, quem sabe dos abismos?

*

Oh tardes que se foram…

Oh fotografias que registraram sóis e nuvens de muitas tardes….

Os pátios que pelas pedras quais pisamos, deixamos nossos registros em cada passo, em cada pegada até chegar nos portões cerrados de uma muralha que aos poucos se dissipa com o tempo…

*

Venha oh brisa encantadora, pousar em meus lábios os cantos harmônicos do querer perpetuar o FICAR MAIS… não num ato breve, mas num ato contínuo…

Censuremos os calendários, os sinais, os portões cerrados, para que sejamos abençoados, para que tenhamos tempo de confabular num silêncio EU QUERO

*

Não permitamos que os corredores censurem o que é livre… pois, sob a lâmina dos nossos beijos proibidos, iremos escrever capítulo por capítulo nossa própria história…

Até breve meu amor!

(Betto Gasparetto)

TEUS LÁBIOS FORTALECERAM MINHAS PALAVRAS EMBEBECIDAS DE MEL

Posted in Sem categoria on 16 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

I – Entrevias

Foto por Arvind shakya em Pexels.com

Das minhas cavalgadas vazias, onde o luar desenha seus pincéis prateados formando arabescos, com um olhar ao longe vislumbro a luz do amor que refletida nos bilhetes perfumados que me destes, sinto no fulgor dos teus olhos um sentimento particular de amor e entrega.

Ah, doce amor, cujo o profundo olhar é como o suave toque de uma brisa noturna, que invade meu peito ferido, que acaricia minha alma sentida, e desperta nas profundezas do coração, do ser mortal que sou, uma paixão avassaladora.

II – Um Segundo Apenas

Foto por Ben Mack em Pexels.com

Teus olhos, ó divina alma de brisa, são como arco-íris que tatuam momentos únicos, que em minha memória traz teus traços de princesa esculpidos pelos majestosa estrelada. Quando tuas carícias em sonhos repousam sobre mim, rasga-se o silêncio emudecido de contar histórias nos contornos do teu corpo, não se pode negar que sinto-me envolto por uma aura de sentimentos, e meu coração quer por uns segundos saltar mensagens, antes silente, num ressoar em compasso acelerado, como um tambor anunciando a tua chegada, pousando em meus braços como um sentimento que transcende as eras…

III – Todas as Ondas

Foto por Fabian Wiktor em Pexels.com

Oh, como é tão distante te alcançar nas estradas, como ser o teu reflexo diante da lua nas águas serenas de um lago, e tentar enxergar teu olhar apaixonado a penetrar nas camadas mais sutis do querer, do estar nas profundezas da minha essência. Neles, encontro um beijar roubado náufrago de um oceano de emoções, cujas ondas de um abraço hipnótico de ternura e desejos me envolvem como um beijo molhado etéreo, imerso nas correntes do ser emotivo do amor que fluem freneticamente entre nossas almas conectadas.

IV – Em Preto e Branco

Foto por Jonathan Borba em Pexels.com

Cai a noite, e mais uma vez olho pela janela, aguardando que teus olhos lancem quereres, como estrelas cintilantes desenhadas em constelações de afeto em meu sofrido coração. Sob a luz tênue das nossas imagens nas fotografias, vejo-me em preto e branco, perdido na imensidão do teu olhar, correndo olhares pelos caminhos que planejamos, onde segredos são sussurrados e promessas são seladas pela corrente dourada que me destes num dia ensolarado, demonstrando que só o amor verdadeiro pode se entregar na sua fidelidade.

V – Acordos

Foto por Miriam Alonso em Pexels.com

És tu, ó amor dos meus quereres noturnos, que com teu olhar e beijo apaixonados moldas as palavras que se desenham de meus lábios. Cada expressão, cada toque de mãos, cada olhar inocentemente lançado, cada promessa de portões se abrindo, ganha vida sob a universidade dos teus olhos, como um poema tatuado pelo destino em pergaminhos escondidos. Fizemos vários acordos nesta caminhada e selamos com segredos.

VI – Momentos Únicos

Foto por Los Muertos Crew em Pexels.com

Que o brilho dos teus olhos, em meus momentos de tempestades, náufrago de mil perdões, como faróis que guiam sentimentos, guie-me pelos oceanos da vida, e que a chama ardente de chocolates que derretem ao serem beijados, das cortinas que se abriram do teu olhar apaixonado seja a brisa-guia que nos conduzirá pelos encontros secretos que amor que transcende o tempo e desafia as fronteiras do impossível.

VII – Outro Beijo, Outro Mais

Foto por Katie Salerno em Pexels.com

Sob os sabores da noite estrelada, as memórias se aproximam em sensações inexplicáveis, onde o silêncio rompe as barreiras do talvez, e é entremeado pelos suspiros da brisa, escondem em nossos lábios o beijo proibido como pétalas que desabrocham numa floresta de desejos, ao toque suave do querer mais. E assim, como abelhas que buscam o néctar das sensações nas flores, bebemos em nossos beijos o sagrado e doce mel que adoça a íntima paixão que floresce entre nós.

(Betto Gasparetto