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EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

Posted in Sem categoria on 11 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Parte IX: Cartografia dos Encontros

Foto por Lara Jameson em Pexels.com

I

A viagem continuava, pois, os mares da paixão são infinitos. Cada onda era uma promessa de descoberta, e nossos corpos, cartografando os caminhos um do outro, criavam uma geografia única de amor e desejo.

II

Na cartografia dos encontros, traçamos os mapas intricados de uma jornada que se desdobra como um romance de aventuras. Cada abraço, beijo e olhar trocado é uma coordenada que nos guia pelos territórios emocionais, mapeando os recantos onde os nossos corações se encontram e se perdem.

III

Os encontros são como pontos de referência que marcam as paisagens do nosso relacionamento. Cada reunião é uma página virada no livro da nossa história compartilhada, e a cartografia dos sentimentos se torna um guia que revela os caminhos que percorremos juntos. Nos abraços, desenhamos linhas que conectam nossos destinos, criando uma teia de conexões que transcende as fronteiras do tempo.

IV

As palavras, como tinta sobre o papel, delineiam as linhas dos nossos encontros. Cada diálogo é um traço que define o terreno emocional que exploramos, e as declarações de amor são como marcadores luminosos que indicam os lugares onde nossas almas se entrelaçam. Na cartografia dos encontros, descobrimos que as conversas são pontes que conectam nossos mundos interiores.

V

Os momentos compartilhados são como estrelas no céu noturno da nossa convivência. Cada riso é uma constelação que ilumina a escuridão, e as lágrimas são como chuvas que regam os campos da nossa compreensão mútua. Ao mapear esses encontros celestiais, encontramos padrões que contam a história única do nosso amor.

VI

Os lugares visitados se tornam memoriais de emoções vividas. Os cafés, parques, e cantos especiais da cidade se transformam em marcos geográficos que recordam os momentos de intimidade e partilha. A cartografia dos encontros nos lembra que cada local é impregnado com a essência dos momentos que ali vivemos.

VII

Na cartografia dos encontros, compreendemos que a jornada é tão significativa quanto o destino. Os desvios inesperados, as curvas acentuadas e os atalhos emocionais são elementos essenciais na construção do nosso caminho conjunto. O mapa dos encontros é um testemunho da nossa capacidade de adaptar-nos e crescermos juntos, independentemente dos desafios que a vida nos apresenta.

VIII

Assim, na cartografia dos encontros, desvendamos os segredos da nossa trajetória. Cada linha desenhada, cada ponto marcado é uma celebração da complexidade e da beleza da nossa conexão. Ao explorarmos os territórios desconhecidos do amor, percebemos que, mais do que cartógrafos, somos arquitetos da nossa própria história, construindo um monumento eterno na cartografia dos encontros que define o nosso relacionamento.

(Betto Gasparetto – v-x)

EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

Posted in Sem categoria on 11 de janeiro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Parte VIII: Retirantes, Delirantes Sentidos

Foto por Tim Gouw em Pexels.com

I

Na aurora dos sentidos, despertávamos como navegadores renascidos, prontos para embarcar em novas jornadas pelos mares do prazer. Os primeiros raios de sol acariciavam nossas peles entrelaçadas, e o teu corpo seguro era o farol que guiava os passos hesitantes do meu coração.

II

Nos delirantes sentidos, adentramos um território onde a realidade se entrelaça com a fantasia, e as sensações se desdobram em uma sinfonia de prazer e êxtase. Cada toque é uma nota vibrante, cada suspiro é uma melodia que ecoa pelos corredores dos nossos desejos mais profundos.

III

É como se o mundo ao nosso redor se transformasse em um palco de sensações, onde as cortinas se abrem para revelar um espetáculo de emoções intensas. Os sentidos, agora em um estado de delírio, dançam na penumbra do desejo, criando uma atmosfera onde o tato, o paladar, o olfato, a audição e a visão convergem em uma celebração sensorial.

IV

Os dedos, artistas habilidosos, exploram cada centímetro da pele, desenhando arabescos de prazer que fazem o corpo estremecer em resposta. Cada carícia é uma promessa, uma entrega que transcende as fronteiras do físico e se inscreve nas páginas invisíveis do nosso entendimento mútuo.

V

Na paleta dos sabores, descobrimos um banquete de desejos realizados. Os lábios, como garçons delicados, servem beijos que têm o gosto de promessas cumpridas. Cada encontro é uma explosão de sabores que nos embriaga, levando-nos a um estado de êxtase onde os limites do prazer são desafiados e reinventados.

VI

Os aromas, impregnados de paixão, flutuam no ar como uma fragrância única que pertence apenas a nós. O cheiro da pele, o perfume sutil, são reminiscências que evocam memórias de encontros passados, como um convite para mergulhar nas profundezas dos nossos sentidos compartilhados.

VII

No delírio da audição, cada suspiro, gemido e palavra sussurrada é uma melodia que ressoa na atmosfera íntima. O som dos nossos corpos entrelaçados é uma sinfonia de harmonia sensual, uma composição única que ecoa nos corredores do nosso espaço compartilhado.

VIII

E, na visão dos delirantes sentidos, os corpos se transformam em obras de arte, cada movimento é uma dança que conta uma história de paixão. A luz suave, filtrada pelas cortinas da entrega, revela contornos que são verdadeiros poemas visuais, e os olhos, espelhos da alma, comunicam emoções que transcendem as barreiras do silêncio.

IX

Assim, nos delirantes sentidos, encontramos um estado de êxtase onde os limites da realidade se dissolvem, e nos perdemos nos labirintos sensoriais do amor. É uma jornada que nos leva além do palpável, explorando os recantos mais íntimos da nossa conexão, onde os sentidos se tornam cúmplices de uma paixão que transcende as fronteiras do mundano.

(Betto Gasparetto – v-x)

EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

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(Betto Gasparetto)

Parte VII: Abriga-me Brisa Pós-Tempestade

Foto por InstaWalli em Pexels.com

I

Na brisa pós-tempestade, os suspiros acalmavam-se, e nossos corpos repousavam como barcos ancorados na tranquilidade da saciedade. O murmúrio suave das palavras trocadas ecoava como uma melodia suave, e o silêncio era preenchido pelo sussurro do amor saciado.

II

Na esteira das tempestades que varreram nossas almas, emerge a suave brisa pós-tempestade, acalmando os corações que foram testados pela fúria dos elementos. É um capítulo de respiro, onde as lágrimas da tormenta são secas, e os raios de sol começam a romper as nuvens escuras, anunciando a promessa de dias mais serenos.

III

A brisa pós-tempestade é um bálsamo que acaricia os rostos cansados, uma carícia suave que sussurra esperança nos ouvidos que estavam acostumados ao rugido das tormentas. Os ventos, agora brandos, trazem consigo o aroma da renovação, como se a própria natureza estivesse nos envolvendo em seus braços para nos confortar.

IV

Nesse momento de acalmia, percebemos que as cicatrizes deixadas pelas tempestades são testemunhas da nossa resiliência. As ondas da paixão que antes agitavam com força cedem lugar a um mar sereno, e a superfície reflete a imagem renovada de um amor que resistiu à prova do tempo e da adversidade.

V

Na brisa pós-tempestade, encontramos o consolo mútuo. Os olhares trocados carregam a compreensão silenciosa do que foi superado, enquanto as mãos entrelaçadas transmitem a força que adquirimos ao enfrentar juntos as intempéries da vida. É como se o próprio universo celebrasse a nossa capacidade de emergir mais fortes após as tormentas.

VI

Os corações, outrora agitados, agora pulsam em um compasso sereno. As lágrimas, antes salgadas como o mar revolto, transformam-se em gotas de melancólica beleza que enfeitam a paisagem do nosso recomeço. É a brisa pós-tempestade que nos recorda que, mesmo nas horas mais escuras, há sempre a promessa de um novo amanhecer.

VII

Os beijos trocados nesse instante são como gotas de chuva que caem suavemente, refrescando a terra ressequida pela tempestade. Cada toque é uma celebração da vida que persiste, uma afirmação de que, apesar das feridas, o amor é a força que nos ergue e nos impulsiona para frente.

VIII

Assim, na brisa pós-tempestade, percebemos que o amor verdadeiro é resiliente como as raízes profundas de uma árvore. A cada batida do coração, reconhecemos que, mesmo nas adversidades, encontramos a fortaleza para enfrentar o desconhecido, e a brisa suave nos conduz gentilmente para o próximo capítulo da nossa história compartilhada.

(Betto Gasparetto – v-x)

EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

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(Betto Gasparetto)

Parte VI: Mares Revoltos em Segredos

Foto por David Brown em Pexels.com

I

Entre recifes do prazer, nossos corpos eram navegadores destemidos, desbravando os segredos das profundezas da entrega mútua. A cada mergulho, descobríamos novos abismos de prazer, e o teu corpo seguro tornava-se meu porto em meio às tempestades do querer.

II

Na penumbra dos sentimentos mais íntimos, iniciamos o capítulo que revela segredos, onde as sombras se dissipam para dar lugar à luz tênue de confissões silenciosas. Nossas almas, como manuscritos antigos, guardam mistérios que se desvelam na linguagem sutil dos gestos e nos suspiros compartilhados.

III

Revelar segredos torna-se uma dança delicada, onde a confiança é a música que embala nossos passos. Cada olhar trocado é uma chave que desbloqueia portas secretas, revelando câmaras escondidas onde guardamos nossos desejos mais profundos. A intimidade é um convite à exploração mútua, desvendando recantos escondidos nos recônditos da nossa existência compartilhada.

IV

Nesse cenário de confissões, somos exploradores audaciosos, desbravando terrenos que se estendem além do visível. Os suspiros, como cartas não enviadas, contam histórias que, por vezes, as palavras não conseguem articular. Em cada toque, descobrimos capítulos inexplorados, desenterrando verdades que ressoam como eco nas paredes do nosso refúgio compartilhado.

V

Revelar segredos é um pacto de vulnerabilidade, uma entrega mútua que cria um laço indestrutível. O coração, esse arquivista de emoções, revela páginas escritas em tintas invisíveis, e, aos poucos, permitimos que o outro decifre as entrelinhas do nosso ser. Nos abraços, desdobramos os mapas que conduzem aos territórios inexplorados dos nossos sentimentos mais autênticos.

VI

Na cumplicidade dos segredos partilhados, os silêncios ganham significado, e as palavras pronunciadas têm o peso da confiança mútua. Cada confissão é uma pedra colocada na construção sólida da nossa compreensão mútua, erguendo pilares que sustentam o edifício do nosso amor. Revelar segredos é despir a alma, expondo os recantos mais íntimos para serem acolhidos e amados.

VII

No terreno dos segredos, encontramos a magia da aceitação incondicional. Somos livres para sermos nós mesmos, sem máscaras ou disfarces. A luz que emerge dessas revelações dissipa qualquer sombra de dúvida, e a verdade crua, por mais complexa que seja, é celebrada como a essência pura do que somos.

VIII

Assim, na revelação de segredos, construímos alicerces sólidos para um entendimento mais profundo. Nosso amor é um santuário onde os segredos são acolhidos como tesouros preciosos, e cada confissão é um ato de entrega que fortalece os laços que nos unem. Nesse universo compartilhado de descobertas, abrimos nossos corações para a beleza e a complexidade que residem nos segredos mais autênticos que revelamos um ao outro.

(Betto Gasparetto – v-x)

EM TANTOS MARES QUE NAUFRAGUEI, SEMPRE NAVEGUEI BUSCANDO EM DELIRIOS O TEU CORPO SEGURO (Almas Marinhas em 13 partes)

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(Betto Gasparetto)

Parte V: Alguns Silêncios entre Olhares e Faróis

Foto por imren tutuncu em Pexels.com

I

No silêncio do êxtase, as ondas do gozo quebravam em suaves murmúrios, e o universo parecia congelar-se em reverência ao nosso enlace. Os corpos entrelaçados eram testemunhas e narradores de uma história escrita com suor e suspiros, em páginas de lençóis amassados.

II

No silêncio dos olhares, onde as palavras são superadas pelas eloquência dos gestos, desbravamos um território onde as emoções fluem em correntes profundas e intensas. Cada olhar é uma narrativa não contada, uma história que se desenrola nos arcos e nos traços da nossa íris.

III

É nesse espaço íntimo, onde as estrelas do desejo iluminam o céu dos nossos olhos, que nos encontramos em uma troca silenciosa de sentimentos. Cada piscar é uma promessa, e a linguagem não verbal se torna o alfabeto através do qual construímos as frases do nosso entendimento mútuo.

IV

Os olhares são mapas que traçam caminhos nos terrenos inexplorados da nossa conexão. Como navegadores destemidos, exploramos os oceanos dos sentimentos, ancorando em ilhas de ternura e navegando por mares de paixão intensa. No silêncio dos olhares, compreendemos que os olhos são janelas para o universo emocional, onde cada piscar é uma estrela cadente desejando-se no céu da contemplação.

V

No silêncio dos olhares, descobrimos que as reticências expressas nas pupilas falam mais alto do que qualquer ponto final. É uma linguagem rica em nuances, onde a ternura reside nos cantos dos olhos e o desejo se manifesta na intensidade de um olhar prolongado. Cada expressão ocular é uma página virada na história que escrevemos sem palavras.

VI

As miradas são diálogos silenciosos que transmitem volumes de significado. Em um único olhar, deciframos o enigma das emoções que dançam entre nós. Nos momentos de cumplicidade, os olhares se tornam poesia, esculpindo versos invisíveis na tapeçaria do nosso relacionamento.

VII

E assim, no silêncio dos olhares, construímos um universo paralelo onde as estrelas do amor são refletidas nos nossos olhos. A comunicação transcende a necessidade de palavras, e o entendimento se aprofunda nos recessos da alma. Cada olhar trocado é uma troca de promessas silenciosas, uma declaração muda de compromisso e conexão.

VIII

Nesse teatro íntimo, onde os olhares são protagonistas, compreendemos que as emoções mais profundas não precisam ser ditas em voz alta. São nas entrelinhas do olhar que encontramos a verdade crua e bela do que somos e do que compartilhamos. No silêncio dos olhares, escrevemos uma história que transcende as limitações das palavras, um conto eterno de amor que se desenrola no elo mágico dos nossos olhos entrelaçados.

(Betto Gasparetto – v-x)