Fragmentos Humanos (11/50)
(Betto Gasparetto)
XI – Pelos Sorrisos Tortos

By Dall E-3
Pelos sorrisos tortos, traços de uma vida emaranhada,
Caminhamos nós, seres de uma jornada desnorteada.
Em cada riso forçado, um eco de melancolia,
Um reflexo das batalhas travadas, da alma vazia.
Por trás dos sorrisos tortos, há histórias não contadas,
Cicatrizes invisíveis, dor que se esconde, amargurada.
É um espetáculo de máscaras, um teatro de ilusões,
Onde os sorrisos escondem as profundas aflições.
Pelos sorrisos tortos, navegamos em mares de incerteza,
Emoções entrelaçadas, esperanças em desfaleça.
É um jogo de sombras, onde a luz se dissipa,
E os corações batem ao ritmo de uma dança atípica.
Em cada sorriso mal traçado, há um grito silencioso,
Um pedido de resgate, um apelo tenebroso.
Por trás dos lábios curvados, há um mundo em desatino,
Onde a verdade se esconde, emaranhada em destino.
Pelos sorrisos tortos, buscamos o consolo fugaz,
Um alento no abraço, um conforto no cais.
É um desafio constante, manter a máscara erguida,
Enquanto por dentro, a alma se debate, ferida.
Em cada expressão forçada, há um suspiro contido,
Um desejo de liberdade, de ser entendido.
Pelos sorrisos tortos, trilhamos um caminho obscuro,
Onde a luz da verdade se perde no escuro.
Mas por vezes, nos sorrisos tortos, encontramos beleza,
Uma força oculta, uma rara clareza.
Pois neles reside a verdade crua e honesta,
De uma jornada humana, profunda e intensa.
Assim, pelos sorrisos tortos, aprendemos a aceitar,
Que a vida é um emaranhado de dor e de se apaixonar.
É um eterno balanço entre o riso e a dor,
Onde os sorrisos tortos contam nossa verdade interior.
(Betto Gasparetto – ii/xx)
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