Fragmentos Humanos (13/50)
(Betto Gasparetto)
XIII – Janelas Fechadas

by Dall E-3
Entre janelas fechadas, o mundo se ausenta,
Um silêncio denso, uma quietude lenta.
O vidro embaçado reflete a solidão,
Enquanto lá fora, a vida segue em profusão.
Por trás das cortinas cerradas, há um mistério oculto,
Histórias não reveladas, segredos em tumulto.
Cada janela fechada é um portal para o desconhecido,
Onde sonhos se desfazem e anseios são perdidos.
No silêncio das janelas fechadas, ecoa o vazio,
Um vácuo de emoções, um mar de desafio.
É um universo isolado, onde o tempo se engana,
E o presente se dissolve na névoa que emana.
Em cada persiana abaixada, uma barreira se ergue,
Separando o dentro do fora, onde a luz se da dor se negue.
Mas por trás das janelas fechadas, há uma espera,
Um anseio pelo toque suave da primavera.
Nas molduras das janelas, a nostalgia se insinua,
Memórias presas, lembranças que a mente flua.
É um mural de sentimentos, pintado em tons de saudade,
Onde a melancolia dança, em sua eterna serenidade.
Oh, janelas fechadas, guardiãs dos segredos íntimos,
Testemunhas silenciosas dos momentos ínfimos.
Cada batida de coração, um eco no vidro fosco,
Cada suspiro retido, um murmúrio no espaço tosco.
Assim, entre janelas fechadas, a vida se reflete,
Um espelho de almas, onde a verdade se conecte.
E no silêncio que permeia, nas entrelinhas desenhadas,
Encontramos o reflexo da alma nas janelas fechadas.
(Betto Gasparetto – ii/xx)
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