Fragmentos Humanos (17/50)

(Betto Gasparetto)

XVII – Iscariotes Persona Non Grata

By Dall E-3

Em Iscariotes, o traidor é erguido ao trono,
Um nome banido, uma presença que enfraquece o sono.
Persona non grata, rejeitado pelo tempo e pela história,
Seu nome carrega o peso de uma traição notória.

Nos corredores sombrios de Iscariotes, ecoa o suspiro,
Um eco de decepção, um lamento sem giro.
É a sombra que paira sobre cada esquina,
A lembrança amarga de uma escolha clandestina.

Iscariotes, terra onde os traidores se encontram,
Nas cicatrizes do passado, onde os fantasmas povoam.
Persona non grata, marcado pela deslealdade,
Seu legado é uma ferida na alma da cidade.

Entre as ruas frias de Iscariotes, o nome é sussurrado,
Um fardo pesado, um destino tão desgastado.
É o preço pago pela traição, pela ganância desmedida,
Que manchou a história, que partiu a vida.

Persona non grata, seu rosto reflete a culpa,
Uma mácula indelével, uma ferida que multiplica.
Em Iscariotes, a memória é eterna, implacável,
Não há redenção para aquele que foi inabalável.

Assim, em Iscariotes, o traidor é persona non grata,
Um paria na comunidade, um estigma que não se desata.
Seu nome é um aviso, uma advertência eterna,
Que a traição traz consigo uma pena inferna.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

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