Fragmentos Humanos (18/50)

(Betto Gasparetto)

XVIII – Suspiros em Arames

By Dall E-3

Suspiros em arames, delicados fios de melancolia,
Entrelaçados no tecido do tempo, na alma que ardia.
Cada suspiro é um eco, uma vibração no ar,
Um lamento suave, um murmúrio a pairar.

Nos arames do destino, os suspiros se entrelaçam,
Como notas de uma melodia triste, que nos abraçam.
É a teia de emoções, trançada com fios de prata,
Que reflete a alma inquieta, perdida na vasta.

Entre os nós dos arames, segredos são trançados,
Histórias não contadas, sonhos dissipados.
Cada suspiro é uma ponte entre o passado e o presente,
Um fio condutor de sentimentos, uma linha envolvente.

Nos suspiros em arames, há uma poesia oculta,
Um romance de saudade, uma nostalgia tumulta.
É o suspiro que atravessa fronteiras, quebra barreiras,
E nos leva a um universo de memórias inteiras.

Em cada curva dos arames, um suspiro se desata,
Uma expressão de amor, uma dor que arrebata.
É a vida tecida em fios delicados, em suspiros entrelaçados,
Que nos guia pelo labirinto dos tempos passados.

Assim, nos suspiros em arames, encontramos a beleza,
Uma melodia única, uma trama de sutileza.
É onde a alma suspira, onde o coração se expande,
Em suspiros entrelaçados, em arames que nos sangre.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

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