Fragmentos Humanos (21/50)

(Betto Gasparetto)

XXI – Um Grito, Um Adeus

By Dall E-3

Um grito, um adeus, ecoa pelo vazio da alma,
Um lamento profundo, uma despedida que acalma.
É a voz que se ergue, carregada de emoção,
Despedindo-se do que foi, abraçando a solidão.

No eco desse grito, ressoa a dor do partir,
Uma partida inevitável, um adeus a se cumprir.
É o coração que se desfaz, em fragmentos dispersos,
Enquanto a alma busca paz, entre os versos dispersos.

Um grito, um adeus, entre lágrimas que caem,
Memórias que se entrelaçam, saudades que esmaecem.
É o fim de um capítulo, o fechar de um ciclo,
Onde o amor e a dor se encontram em um único hino triste.

Na despedida, palavras se perdem no vento,
Promessas não ditas, sentimentos em lamento.
É a ausência que se instala, o vazio que se expande,
Enquanto o mundo continua, e a vida segue avante.

Mas no grito, no adeus, há também a esperança,
Um novo horizonte, uma chance que se alcança.
É o renascimento na despedida, a transformação no partir,
E a certeza de que o amor, em algum lugar, irá florir.

Assim, em um grito, em um adeus, encontramos a verdade,
A força para seguir em frente, mesmo na adversidade.
É o ciclo da vida, o eterno dançar dos sentimentos,
Que nos ensina que o adeus, às vezes, é apenas um recomeço.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

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