Fragmentos Humanos (26/50)

(Betto Gasparetto)

XXVI – Cicuta Pax

By Dall E-3

No silêncio da cicuta, onde o veneno se entrelaça,
Pax é o destino, a paz que se abraça.
Entre os véus da ilusão, onde a verdade se enreda,
Cicuta é o cálice, a amargura que preceda.

Nas sombras da noite, onde os segredos se ocultam,
Pax é a luz, a serenidade que se cultua.
Em cada gota de veneno,

uma história se revela,
Cicuta é o mistério,

a morte que apela.

No amargor da cicuta, a paz se desfaz em névoa,
Pax é a calma, a quietude que renova.
Entre o fio da vida e o fio da morte,

onde a balança pesa,
Cicuta é o desfecho, a dúvida que cessa.

Nos caminhos da cicuta, onde os destinos se entrecruzam,
Pax é o abraço, o perdão que conduzam.
Em cada amargor, uma lição se entrelaça,
Cicuta é o caminho,

a redenção que ultrapassa.

No cálice da cicuta, a paz se mescla ao veneno,
Pax é a esperança, o alento sem terreno.
Entre a vida e a morte,

onde o tempo se agita,
Cicuta é a passagem, a partida que excita.

Na quietude da cicuta, onde o silêncio murmura,
Pax é o sussurro, a harmonia que perdura.
Em cada cicatriz,

uma memória se inscreve,
Cicuta é o ensinamento, a verdade que se atreve.

Nos momentos de cicuta, onde os medos se enfrentam,
Pax é o valor, a coragem que se ramifica.
Entre o veneno e a cura,

onde a vida se esgueira,
Cicuta é a jornada, a provação que se inteira.

No destino da cicuta, onde o fim se aproxima,
Pax é a aceitação, a serenidade que anima.
Entre o ciclo da vida e o mistério da morte,

onde tudo se entrelaça,
Cicuta é o silêncio, a paz que abraça.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

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