Fragmentos Humanos (27/50)
(Betto Gasparetto)
XXVII – Gotas de Orvalho pelas Janelas

By Dall E-3
Pelos vidros das janelas,
as
gotas
de
orvalho
dançam,
Em cada madrugada, como pérolas que se encontram.
Refletem a luz da lua,
um brilho suave e sereno,
Testemunhas silenciosas de um novo amanhecer pleno.
Cada gota é um segredo,
uma história por contar,
Um universo contido,
um instante a se revelar.
Escorrem lentamente,
como lágrimas da noite,
Um murmúrio de vida,
um eco que se afoite.
Nas janelas embaçadas,
o orvalho desenha sua arte,
Padrões delicados,
onde a beleza se reparte.
É o toque da natureza,
em sua essência pura,
Um lembrete da vida,
em sua forma mais segura.
Ao nascer do sol,
As
Gotas
Se
Evaporam
No
ar,
Um ciclo de renovação,
de luz a resplandecer.
Mas nas janelas ficam marcas,
vestígios de emoção,
Uma melodia silenciosa,
uma dança em profusão.
Gotas de orvalho,
como lágrimas do céu,
Testemunham o tempo,
onde tudo se entrelaça e se desfaz.
São poemas efêmeros,
escritos pelo vento e pela lua,
Em cada gota, um verso,
uma história que flua.
Pelos cantos das janelas,
o orvalho se acumula,
Um suspiro da noite,
uma canção que se insinua.
É o silêncio que fala,
em cada gota que cai,
Um hino à existência,
um mistério que jamais sai.
Gotas
de
orvalho,
como
notas
de
um
piano
ao
amanhecer,
Tocam o coração, fazem a alma florescer.
Em cada janela,
um portal para o infinito,
Onde o orvalho é poesia,
em seu etéreo rito.
E assim, pelas janelas,
As
gotas
de
orvalho
dançam,
Em harmonia com o tempo, em um cenário que avança.
São testemunhas da vida, do ciclo sem fim,
Gotas de orvalho, tocando o mundo, desde o seu confim.
(Betto Gasparetto – iii/xx)
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