Fragmentos Humanos (33/50)
(Betto Gasparetto)
XXIII – Abraços Acorrentados

By Dall E-3
I
Abraços que são correntes,
laços que não libertam,
Envolvem o corpo,
mas não acalmam a alma que clama.
São nós apertados,
vínculos que sufocam e aprisionam,
Emaranhados de afeto que machucam e emocionam.
II
No calor desses abraços,
há uma prisão disfarçada,
Onde a liberdade se perde,
onde a alma é amarrada.
São correntes invisíveis que prendem os corações,
Um apego que sufoca,
que rouba as emoções.
Mas entre esses abraços acorrentados,
há uma ternura,
Um desejo de proximidade,
uma busca pela cura.
III
É a ânsia de conexão, de se sentir protegido,
Mesmo que as correntes apertem,
o amor é sentido.
E assim, nos abraços acorrentados,
aprendemos a lidar,
Com o peso do amor,
com o fardo do se entregar.
Entre laços que prendem e amarram,
há a força do querer,
Abraços que, mesmo acorrentados, são laços de exílio.
(Betto Gasparetto – iii/xx)
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