Fragmentos Humanos (43/50)
(Betto Gasparetto)
XLIII – Almas Perdidas no Tempo

By Dall E-3
I
Oh, Tempo, és um rio sem fim,
Que carrega todos em tua maré incessante,
E embora lutemos,
embora possamos contender,
Em teu abraço,
todos devemos permanecer.
Pois em tua passagem,
há uma confiança sagrada,
Que todos devem tornar-se cinzas, todos ao pó.
Ainda assim, em teu fluxo,
uma promessa é conferida,
Que em teu rastro,
nova vida sempre surgirá,
Pois embora os ventos de inverno possam esfriar a estrada,
O calor do sopro do verão suavemente trará.
Em ciclos vastos,
tua passagem é revelada,
Uma dança eterna,
nunca a ser interrompida.
II
Oh, Tempo, és uma tapeçaria de destino,
Tecida com fios de alegria e fios de tristeza,
E em tua trama,
tanto o amor quanto a perda esperam,
À medida que as estações mudam e os rios fluem.
Pois em tuas mãos,
o passado e o futuro residem,
Um mar ilimitado sob o céu infinito.
Assim, estou, um mortal preso pelo tempo,
E em tua sombra, busco meu lugar encontrar,
Pois em teu fluxo,
reside tanto o grandioso sublime,
Quanto a mais profunda tristeza da mente mortal.
Oh, Tempo, a ti,
meu humilde coração eu cedo,
Pois em teu curso, todas as verdades serão reveladas.
Com cada respiração,
honro teu decreto,
E em tua passagem,
encontro meu destino.
(Betto Gasparetto – iii/xx)
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