Fragmentos Humanos (48/50)

(Betto Gasparetto)

XLVIII – Síndrome de Um Vazio Distante

By Dall-E 3

I

Oh, vazio feroz, tua fúria enfrentarei,
E em teu abraço gelado,

… eu me erguerei!
Pois em tua dureza,

há uma verdade clara,
Que em cada fim,

uma nova vida se prepara.

Oh, síndrome invernal,

com vosso toque de gelo,
Transformais o mundo em um terreno novel.

II
Mas em vossa fúria,

há um presságio de renovo,
Que após o frio,

vem o despertar novo.
Cada floco que cai,

… uma promessa oculta…
De que a vida, mesmo em dormência,

não está estulta.

III
Oh, ventos do norte, vossos rugidos enfrentarei,
E em vossa fúria, minha força encontrarei.
Pois em vossa passagem,

há uma lição eterna, Que a vida,

mesmo na dor, é plena.

IV
Oh, inverno cruel, teu fim virá,
E com ele, a esperança se revelará.

Assim, ó fúrias de vazios, em vossa dança fria,
Encontro a força que em meu peito ardia.

V
Cada sopro vosso é um desafio,
Cada tempestade,

um sonho sombrio.
Mas em vossa presença,

há uma claridade,
Que revela a vida em sua totalidade.

VI
Oh, beijo gélido, teu tempo passará,
E a consciência, com sua luz, voltará.
Em vossa fúria, encontro meu caminho,
E mesmo na dor,  sigo meu destino.
Oh, fúrias de vazios, vosso poder respeitarei,
Mas em minha alma, a chama da vida guardarei.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

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