Fragmentos Humanos (50/50) – em 5 partes
(Betto Gasparetto)
L – Azaleias Fúnebres (parte 1/5)

By Dall E-3
I
No crepúsculo pálido de um sol moribundo,
Onde as sombras se alongam em silente pranto,
Ergue-se o luto em flores de breu profundo,
Azaleias fúnebres, com seu encanto.
Na quietude de um jardim de desolação,
Onde a brisa sussurra lamentos antigos,
Repousam memórias de amarga solidão,
Entre pétalas pálidas, mórbidos abrigo.
Ó, flor sombria, de veludo sombrio,
Que a morte envolve em seu etéreo abraço,
Deixando no ar o pesaroso frio,
E em cada folha um murmúrio escasso.
II
Teu perfume, misto de dor e saudade,
Ressuscita lembranças de um tempo ido,
De um amor perdido na imensidade,
De um coração em luto, ferido.
No sopro do vento, teu cântico ecoa,
Melodia de tristeza e desespero,
E cada pétala caída entoa,
Um réquiem para um amor sincero.
III
Em cada botão, uma lágrima oculta,
De um pranto silencioso, jamais ouvido,
Que a terra absorve e a alma exulta,
Num mistério sombrio, indefinido.
Azaleias fúnebres, guardiãs do luto,
Em teu regaço repousa a dor suprema,
E em teu florescer, o pesar absoluto,
De um coração que à morte se algema.
(Betto Gasparetto – iii/xx)
5 de agosto de 2024 às 23:56
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