Arquivo para julho, 2024

Fragmentos Humanos (11/50)

Posted in Sem categoria on 16 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XI – Pelos Sorrisos Tortos

By Dall E-3

Pelos sorrisos tortos, traços de uma vida emaranhada,
Caminhamos nós, seres de uma jornada desnorteada.
Em cada riso forçado, um eco de melancolia,
Um reflexo das batalhas travadas, da alma vazia.

Por trás dos sorrisos tortos, há histórias não contadas,
Cicatrizes invisíveis, dor que se esconde, amargurada.
É um espetáculo de máscaras, um teatro de ilusões,
Onde os sorrisos escondem as profundas aflições.

Pelos sorrisos tortos, navegamos em mares de incerteza,
Emoções entrelaçadas, esperanças em desfaleça.
É um jogo de sombras, onde a luz se dissipa,
E os corações batem ao ritmo de uma dança atípica.

Em cada sorriso mal traçado, há um grito silencioso,
Um pedido de resgate, um apelo tenebroso.
Por trás dos lábios curvados, há um mundo em desatino,
Onde a verdade se esconde, emaranhada em destino.

Pelos sorrisos tortos, buscamos o consolo fugaz,
Um alento no abraço, um conforto no cais.
É um desafio constante, manter a máscara erguida,
Enquanto por dentro, a alma se debate, ferida.

Em cada expressão forçada, há um suspiro contido,
Um desejo de liberdade, de ser entendido.
Pelos sorrisos tortos, trilhamos um caminho obscuro,
Onde a luz da verdade se perde no escuro.

Mas por vezes, nos sorrisos tortos, encontramos beleza,
Uma força oculta, uma rara clareza.
Pois neles reside a verdade crua e honesta,
De uma jornada humana, profunda e intensa.

Assim, pelos sorrisos tortos, aprendemos a aceitar,
Que a vida é um emaranhado de dor e de se apaixonar.
É um eterno balanço entre o riso e a dor,
Onde os sorrisos tortos contam nossa verdade interior.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

Fragmentos Humanos (10/50)

Posted in Sem categoria on 16 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

X – Crença das Perpétuas Dores

by Dall E-3

Na crença das perpétuas dores, onde o sofrimento é lei,
Caminhamos por entre sombras, buscando a luz que não se vê.
É um fardo pesado, carregado no peito,
Um manto de tristeza, que envolve nosso ser desfeito.

Em cada esquina, há um eco de lamentos,
Vozes silenciadas, choros sem alentos.
A fé se ergue frágil, como um castelo de areia,
Enfrentando as marés da desesperança que semeia.

Na crença das perpétuas dores, o céu parece surdo,
Às preces dos aflitos, ao apelo do mundo absurdo.
É um ciclo implacável de tormento e desalento,
Onde a esperança murcha como flor sob o vento.

Em cada passo, sentimos o peso da sina,
Um fio tênue de esperança, uma promessa divina.
Mas os deuses parecem distantes, indiferentes ao pranto,
Enquanto os corações queimam em um fogo que é tanto.

Na crença das perpétuas dores, buscamos um alívio,
Uma trégua no tempo, um conforto no ímpio.
É um altar de sacrifícios, onde depositamos fé cega,
Esperando um milagre que dissipe a mágoa que nos nega.

Em cada noite insone, rezamos por um alvorecer,
Um raio de luz que venha nos acolher.
Mas as sombras persistem, os males não se acabam,
E a crença nas perpétuas dores, como uma sina, nos amarram.

No cerne da alma, a dor se entranha, profunda,
É um vínculo eterno, uma chama que nunca se funda.
Mas na crença das perpétuas dores, há uma força resiliente,
Uma fé inabalável, que mantém viva a luz cintilante.

Assim, na crença das perpétuas dores, encontramos o paradoxo,
Entre o sofrimento eterno e o desejo de um novo estoque.
É um caminho árduo, de passos incertos e dúvidas cruéis,
Mas na fé que persiste, buscamos alívio e nos erguemos dos cordéis.

(Betto Gasparetto – ii/xx )

Fragmentos Humanos (09/50)

Posted in Sem categoria on 16 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

IX – Por Trás dos Olhos Verdes

by Dall E3

Por trás dos olhos verdes, há mistérios profundos,
Um oceano de segredos, onde o sol se afunda,
Em seu brilho sereno, esconde-se o desconhecido,
Histórias não contadas, sonhos não divididos.

Em suas íris verde-esmeralda, há um universo vasto,
Reflexos de memórias, sentimentos contrastos.
Como folhas ao vento, seus olhos dançam,
Revelando verdades, enquanto o mundo avança.

Por trás do olhar tranquilo, há uma tempestade,
Emoções tumultuadas, esperanças e saudades.
Cada piscar é um conto, cada olhar, um enigma,
Que desafia o entendimento, que acalma e anima.

No silêncio dos seus olhos, há um convite silente,
Para explorar o desconhecido, o que está além da mente.
Em suas pupilas dilatadas, o passado se mistura,
Com o presente incerto, com a promessa futura.

Por trás dos olhos verdes, há uma história não contada,
Uma jornada pessoal, uma viagem iluminada.
Em seu brilho enigmático, vejo o reflexo da alma,
Um espelho de emoções, um mapa sem calma.

Nas sombras dos seus olhos, há um desejo ardente,
De desvendar o universo, de encontrar o presente.
Por trás dos olhos verdes, há um mundo a explorar,
Um infinito de possibilidades, um mar a navegar.

Assim, em seus olhos verdes, vejo a profundidade,
Um tesouro escondido, uma sublime verdade.
Por trás dos olhos verdes, reside a essência pura,
Um universo único, uma promessa segura.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

Fragmentos Humanos (08/50)

Posted in Sem categoria on 16 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

VIII – Palavras de Guilhotina

by Dall E-3

Ó palavras de guilhotina, lâminas fatais,
Que cortam o ar com precisão letal,
Vossas letras são sentenças finais,
Cada sílaba um golpe, um fim, um mal.
Em vossa precisão, encontro o desespero,
Cada verbo é um ato de aço severo.

Oh, palavras afiadas, por que sois tão cruéis?

Vossos cortes são profundos, frios, infiéis.
Em vossa entrega, não há piedade,
Apenas a certeza de uma fria verdade.
Cada frase um veredicto, uma condenação,
Que sela destinos com cruel precisão.

Em vossos ecos, há um silêncio cortante,
Que ecoa no tempo, sombrio e constante.

Oh, palavras de guilhotina, por que feris?

Vossos golpes são certeiros, não há raiz.
Como lâminas que descem impiedosas,
Vossas verdades são duras, venenosas.
Cada som é um açoite, um rasgo no ser,
Que deixa cicatrizes que não posso esquecer.
Oh, como fugir de vossa precisão fria,
Que corta a alma, sem mostrar apatia?
Em vossa sombra, o medo prevalece,
E a esperança, lentamente, desaparece.

Mas há uma força em vossa fria clareza,
Uma verdade que, embora dura, tem beleza.
Oh, palavras de guilhotina, sois espelho fiel,
Que reflete o mundo, cruel e cruel.

Vossos cortes revelam a essência nua,
Que a ilusão e a mentira submergem na lua.
Cada golpe vosso é um despertar abrupto,
Que traz à luz o que antes era oculto.
Oh, palavras afiadas, vossa verdade é amarga,
Mas em vossos cortes, a ilusão larga.

E na crueza de vossa precisão mortal,
Encontro a essência do bem e do mal.

Oh, lâminas verbais, vosso poder é imenso,
E em vossa presença, o medo é denso.
Mas há uma lição em vossa frieza,
Que mesmo na dor, traz clareza.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

Fragmentos Humanos (07/50)

Posted in Poemas on 16 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

VII – Silêncio Vazio (em 3 atos)

by Dall E-3

ATO 1

Ó silêncio vazio, presença etérea,
Que enche o ar com tua calma severa,
Em teu manto invisível, tudo se perde,
E o mundo inteiro em tua paz se encerra.
És um eco que nunca ressoa,
Uma ausência que em tudo ecoa.


Em tua vastidão, meus pensamentos vagam,
Como sombras perdidas, que em nada se apagam.
Oh, silêncio, teu toque é frio e constante,
Um abraço de vazio, suave e ofegante.
Por que em tua quietude me consomes,
Deixando-me perdido em noites insones?

Tua ausência de som é uma presença gritante,
Um vácuo que se espalha, calmo e flutuante.
Como o sopro do vento em um deserto árido,
Tua essência é etérea, mas sem fim, válida.

ATO 2
Oh, silêncio vazio, teu domínio é vasto,
E em tua serenidade, meus medos eu afasto.
És uma tela em branco, um espaço sem fim,
Onde minha mente divaga, procura um jardim.
Em tua calma, há uma força oculta,
Que revela o coração em sua luta.


Oh, silêncio, teu vazio é um espelho,
Que reflete a alma, sem brilho ou conselho.

Cada instante teu é uma eternidade,
Um momento suspenso na imensidade.
Oh, silêncio vazio, por que me cercas?
Em tua quietude, encontro minhas perdas.
És a ausência que tudo permeia,
Um suspiro de dor, que no ar vagueia.
Em tua vastidão, o tempo se dissolve,
E a realidade, em tua sombra, se envolve.


Oh, silêncio, tua calma é enganosa,
Pois em teu vazio, há uma angústia ardorosa.
Tuas sombras são profundas, tuas noites, longas,
E em teu abraço, minhas esperanças desmoronam.

Mas há uma paz em tua presença austera,
Um alívio no vazio que desespera.
Oh, silêncio, em tua serenidade fria,
Encontro a essência da minha agonia.
Cada momento teu é uma reflexão,
Um convite à introspecção.
Em teu vazio, encontro a verdade nua,
A crueza da existência, sem nenhuma luva.

Oh, silêncio vazio, tua paz é uma faca,
Que corta a ilusão, e a realidade destaca.
Em tua quietude, vejo meu verdadeiro eu,
Um reflexo da alma, sem véu ou escudo.

ATO 3

Oh, silêncio, em teu vazio eu mergulho,
E nas profundezas de minha mente, eu me oculto.
Cada pensamento é um grito abafado,
Cada memória, um eco calado.


Em tua ausência de som, ouço minha dor,
Um lamento contínuo, sem qualquer cor.
Mas há uma beleza em tua calma austera,
Uma serenidade que tudo tolera.


Oh, silêncio vazio, teu manto é vasto,
E em tua presença, meus medos afasto.
Pois em teu vazio, encontro uma paz,
Que nenhuma presença jamais desfaz.

Assim, ó silêncio, em tua calma me rendo,
E em teu vazio, meu ser compreendo.
Cada instante em tua presença é uma revelação,
Uma descoberta de minha própria condição.


Oh, silêncio, teu vazio é um santuário,
Onde encontro a verdade, em seu tom solitário.
Em tua quietude, há uma resposta oculta,
Uma sabedoria que a alma exulta.


Oh, silêncio vazio, teu domínio aceito,
Pois em tua ausência, encontro meu perfeito.
E em tua vastidão, meu espírito voa,
Livre do ruído, em paz, sem garoa.

(Betto Gasparetto – ii/xx)