Arquivo para julho, 2024

Fragmentos Humanos (44/50)

Posted in Sem categoria on 21 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XLIV – Falsas Decisões

By Dall E-3
I
Quem dera pudesse reacender teu fulgor,
E voltar a sentir teu divino calor.
Em tempos idos,
sob tua tutela,
Cada passo era firme,
cada decisão singela,
Agora, em incerteza,
meu ser se debate,
Buscando em vão,
teu rastro,
teu embate.
Como a lua sem o sol,
pálida e vazia,
Assim sou eu,
sem tua companhia.
Ó luz ofuscada, desperta do torpor,
E retorna a mim,
com todo teu esplendor.
II
Pois sem ti, a vida é um labirinto escuro,
Um caminho sem fim,
um destino inseguro.
Tua claridade é minha única salvação,
Minha fé,
minha força,
minha redenção.
Ah, se pudesse encontrar teu escondido brilho,
Que me mostrava o caminho em cada trilho,
Não mais vagaria em sombras,
perdido,
Mas seguiria firme,
com meu ser reerguido.
Ó luz, que em outrora,
foste minha guia,
Revive em mim,
em tua pura magia.
Em noites de solidão,
eu te invoco,
Busca em meu coração teu antigo foco.
Pois sem teu lume,
estou eternamente só,
Perdido em labirintos de angústia e dó.
Ó luz ofuscada,
não me abandones,
Restaura em mim teus suaves dons.
Em tua ausência, todo o mundo é cinza,
Um quadro sem vida,
um verso sem rima,
Tua presença é o que dá cor e sentido,
A este pobre mundo, tão desprovido.
Ó luz, renasce em tua força primeira,
E afasta de mim esta sombra traiçoeira.

(Betto Gasparetto)

Fragmentos Humanos (43/50)

Posted in Sem categoria on 21 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XLIII – Almas Perdidas no Tempo

By Dall E-3
I
Oh, Tempo, és um rio sem fim,
Que carrega todos em tua maré incessante,
E embora lutemos,
embora possamos contender,
Em teu abraço,
todos devemos permanecer.
Pois em tua passagem,
há uma confiança sagrada,
Que todos devem tornar-se cinzas, todos ao pó.
Ainda assim, em teu fluxo,
uma promessa é conferida,
Que em teu rastro,
nova vida sempre surgirá,
Pois embora os ventos de inverno possam esfriar a estrada,
O calor do sopro do verão suavemente trará.
Em ciclos vastos,
tua passagem é revelada,
Uma dança eterna,
nunca a ser interrompida.
II
Oh, Tempo, és uma tapeçaria de destino,
Tecida com fios de alegria e fios de tristeza,
E em tua trama,
tanto o amor quanto a perda esperam,
À medida que as estações mudam e os rios fluem.
Pois em tuas mãos,
o passado e o futuro residem,
Um mar ilimitado sob o céu infinito.
Assim, estou, um mortal preso pelo tempo,
E em tua sombra, busco meu lugar encontrar,
Pois em teu fluxo,
reside tanto o grandioso sublime,
Quanto a mais profunda tristeza da mente mortal.
Oh, Tempo, a ti,
meu humilde coração eu cedo,
Pois em teu curso, todas as verdades serão reveladas.
Com cada respiração,
honro teu decreto,
E em tua passagem,
encontro meu destino.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (42/50)

Posted in Sem categoria on 21 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XLII – Fissuras Almas do Tempo

By Dall E-3

I
Quimeras, em tuas mãos,
há uma força potente,
Pois moldas o mortal e o divino,
E através de tua vontade,
toda a natureza encontra seu curso,
Em teu abraço,
as estrelas e planetas brilham.
Sem teu toque,
que propósito poderia a vida encontrar?
II
Pois em teu fluxo, vemos o grande designo.
Oh, Tempo, a ti, ofereço meu pedido,
Concede-me a sabedoria para aceitar teus caminhos,
Para estimar momentos,
embora fugazes,
E encontrar contentamento em meus dias contados.

III
Pois embora teu curso seja fixo,
teu fim desconhecido,
Em ti, uma verdade mais profunda
frequentemente é mostrada.
Em noites antigas, sob a lua prateada,
Ponderava sobre o significado de teu voo,
E buscava em vão entender teu antigo enigma,
Que fala de vida e morte,
de dia e noite.
Pois em teu fluxo, há uma canção secreta,
Uma melodia de eras,
profunda e forte.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (41/50)

Posted in Sem categoria on 21 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XLI – No Outro Lado da Rua Cai na Realidade

By Dall E-3
I
No outro lado da rua,
onde a fantasia encontra a realidade,
Sonhos se desfazem,
ilusões desmoronam sem piedade.
É o choque da verdade,
a queda do véu que cobria os olhos,
Um despertar doloroso,
onde os desejos se despedaçam aos fios.
Nos becos dessa rua da realidade,
há uma melancolia,
Onde esperanças se perdem,
onde a vida se revela fria.

II
É o confronto com as limitações,
com as escolhas que não voltam,
Um caminhar solitário,
onde o destino às vezes se revolta.
Mas no outro lado da rua,
há a clareza que vem com o entendimento,
De aceitar as imperfeições,
de abraçar o presente sem arrependimento.
É a sabedoria que se ganha,
os passos firmes na jornada da vida,
Mesmo quando a realidade dói,
a alma encontra sua própria saída.

III
E assim, no outro lado da rua,
aprendemos a ver além das aparências,
A enxergar com o coração,
a viver com verdade e coerência.
Entre os desafios que se apresentam e as verdades que se revelam,
No outro lado da rua,
caímos na realidade,
mas também nos levantamos com a alma.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (40/50)

Posted in Sem categoria on 21 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XL – Como o Engano Enganou o Amor

By Dall E-3

I
Como o engano enganou o amor,
numa dança de ilusão e dor,
Promessas quebradas,
mentiras que roubaram o fulgor.
É a traição disfarçada,
o sorriso falso que esconde a tristeza,
Um jogo de sombras onde a verdade se perde na incerteza.
Nos labirintos do engano,
corações se perdem em desespero,
Entre o que se deseja acreditar e a verdade que se faz austero.

II
É a ferida que sangra,
a confiança dilacerada pela mentira,
Um eco de desilusão que ressoa como uma sina a se cumprir.
Mas entre os escombros do engano,
há a força da verdade revelada,
A redenção das lágrimas derramadas,
uma nova jornada iniciada.
É o despertar da alma,
o aprendizado que vem com a dor,
Mesmo quando o engano engana o amor,
o coração encontra seu valor.

III
E assim, como o engano enganou o amor,
descobrimos a essência,
De reconstruir os laços quebrados com paciência.
Entre o que se perdeu e o que se ganhou,
o amor se reinventa,
Porque mesmo nas sombras do engano,
há uma luz que nunca se ausenta.

(Betto Gasparetto – iii/xx)