(Betto Gasparetto)
XLIV – Falsas Decisões

By Dall E-3
I
Quem dera pudesse reacender teu fulgor,
E voltar a sentir teu divino calor.
Em tempos idos,
sob tua tutela,
Cada passo era firme,
cada decisão singela,
Agora, em incerteza,
meu ser se debate,
Buscando em vão,
teu rastro,
teu embate.
Como a lua sem o sol,
pálida e vazia,
Assim sou eu,
sem tua companhia.
Ó luz ofuscada, desperta do torpor,
E retorna a mim,
com todo teu esplendor.
II
Pois sem ti, a vida é um labirinto escuro,
Um caminho sem fim,
um destino inseguro.
Tua claridade é minha única salvação,
Minha fé,
minha força,
minha redenção.
Ah, se pudesse encontrar teu escondido brilho,
Que me mostrava o caminho em cada trilho,
Não mais vagaria em sombras,
perdido,
Mas seguiria firme,
com meu ser reerguido.
Ó luz, que em outrora,
foste minha guia,
Revive em mim,
em tua pura magia.
Em noites de solidão,
eu te invoco,
Busca em meu coração teu antigo foco.
Pois sem teu lume,
estou eternamente só,
Perdido em labirintos de angústia e dó.
Ó luz ofuscada,
não me abandones,
Restaura em mim teus suaves dons.
Em tua ausência, todo o mundo é cinza,
Um quadro sem vida,
um verso sem rima,
Tua presença é o que dá cor e sentido,
A este pobre mundo, tão desprovido.
Ó luz, renasce em tua força primeira,
E afasta de mim esta sombra traiçoeira.
(Betto Gasparetto)



