Arquivo para julho, 2024

Fragmentos Humanos (29/50)

Posted in Sem categoria on 19 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXIX – Gavetas Secretas

By Dall E-3

I
Nas gavetas secretas da memória,
onde segredos se escondem,
Guardo os tesouros do passado,
os momentos que não se esquecem.
Cada gaveta é um relicário de histórias por contar,
Um labirinto de emoções,
onde o tempo quer parar.

II
Na primeira gaveta,
guardo risos e alegrias sem fim,
As lembranças de infância,
onde o mundo era jardim.
É o lugar das brincadeiras,
dos amigos que se vão,
Um tesouro precioso, onde a inocência faz o refrão.

III
Na segunda gaveta, repousam sonhos e promessas feitas,
As aspirações da juventude,
as metas ainda incompletas.
É o refúgio dos desejos,
das paixões que floresceram,
Um capítulo inacabado,
onde os sentimentos cresceram.

IV
Na terceira gaveta, escondem-se as dores e os lamentos,
Os momentos de tristeza,
os desafios enfrentados ao vento.
É o espaço da superação,
das lágrimas que secaram,
Um aprendizado profundo, onde os medos se dissiparam.
Na quarta gaveta, guardo segredos que só eu sei,
As confidências sussurradas,
os pensamentos que rolei.

V
É o cofre das confianças, dos laços que se fortalecem,
Um pacto de cumplicidade,
onde as almas se entrelaçam.
Na quinta gaveta, repousam as lembranças de viagens vividas,
Os lugares explorados,
as culturas que me abriram feridas.
É o espaço da descoberta,
das fronteiras que ultrapassei,
Um mapa de aventuras, onde o mundo se me revelou em paz.

V
Na sexta gaveta, escondem-se as cartas de amor guardadas,
As palavras escritas,
as declarações apaixonadas.
É o refúgio do coração,
dos sentimentos que transbordam,
Um laço de ternura, onde os laços do amor se aprofundam.
Nas gavetas secretas da memória, um universo se revela,
Onde a vida é um baú de tesouros,
uma história que se preza.

VI
Cada gaveta é uma página, um capítulo por desvendar,
Um tesouro escondido, onde o passado quer se eternizar.
E assim, nas gavetas secretas, guardo meu mundo interior,
Onde as lembranças são guardiãs,
onde o tempo é senhor.
Cada gaveta é uma jornada,
uma viagem no tempo sem fim,
Um baú de emoções,
onde a alma encontra seu jardim.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (28/50)

Posted in Sem categoria on 19 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXVIII – Um Último Pedido

By Dall E-3

Em um suspiro derradeiro,
um último pedido é feito,
Um anseio que ecoa no silêncio,
no tempo estreito.
É o sussurro do coração,
antes de partir,
Um desejo que se eleva,
como uma estrela a reluzir.

Por um último pedido, um raio de sol ao amanhecer,
Que aqueça o rosto cansado,
que faça o coração reviver.
Que traga conforto à alma,
em seu último adeus,
Um momento de paz,
onde o tempo se enlaça aos céus.

Por um último pedido,
uma brisa suave a acariciar,
Que leve consigo as mágoas,
que faça a dor aliviar.
Que traga lembranças doces,
de um passado a celebrar,
Um instante de serenidade,
onde tudo pode se ajeitar.

Por um último pedido, uma estrela cadente a cruzar o céu,
Que ilumine o caminho escuro,
que guie com seu véu.
Que traga esperança aos olhos,
em um último olhar,
Um vislumbre de eternidade,
onde a vida pode se encontrar.
Por um último pedido,
uma canção suave a entoar,
Que embale o sono eterno,
que faça o peito acalmar.
Que traga paz ao espírito,
em seu último suspiro,
Um momento de transcendência, onde o amor nunca expira.

Por um último pedido, uma palavra de perdão a proferir,
Que cure as feridas antigas,
que faça a alma renascer.
Que traga reconciliação aos corações,
em um abraço final,
Um gesto de compaixão,
onde tudo se torna imortal.
Por um último pedido,
um arco-íris após a tempestade,
Que colore o céu cinzento,
que traz a felicidade.
Que traga cores à vida,
mesmo no fim do caminho,
Um vislumbre de beleza, onde o destino se enlaça sozinho.

Por um último pedido,
uma lágrima de gratidão a rolar,
Que banhe o rosto cansado,
que limpe o olhar.
Que traga paz interior, em meio ao caos que se desfaz,
Um momento de despedida,
onde a vida se desata em paz.
Por um último pedido,
uma prece de amor a ecoar,
Que envolva todos os seres,
que faça o universo abraçar.
Que traga harmonia ao mundo,
em um último gesto,
Um momento de eternidade, onde o tempo se despeço.

E assim, por um último pedido,
a vida se entrelaça ao além,
Onde os sonhos se realizam,
onde o amor se contém.
Por um último pedido, o coração se aquieta em serenidade,
Um adeus que é um até logo, na eternidade da verdade.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

Fragmentos Humanos (27/50)

Posted in Sem categoria on 19 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXVII – Gotas de Orvalho pelas Janelas

By Dall E-3

Pelos vidros das janelas,
as
gotas
de
orvalho
dançam,
Em cada madrugada, como pérolas que se encontram.
Refletem a luz da lua,
um brilho suave e sereno,
Testemunhas silenciosas de um novo amanhecer pleno.
Cada gota é um segredo,
uma história por contar,
Um universo contido,
um instante a se revelar.
Escorrem lentamente,
como lágrimas da noite,
Um murmúrio de vida,
um eco que se afoite.
Nas janelas embaçadas,
o orvalho desenha sua arte,
Padrões delicados,
onde a beleza se reparte.
É o toque da natureza,
em sua essência pura,
Um lembrete da vida,
 em sua forma mais segura.
Ao nascer do sol,


As
 Gotas
 Se
 Evaporam
 No
 ar,


Um ciclo de renovação,
de luz a resplandecer.


Mas nas janelas ficam marcas,
vestígios de emoção,
Uma melodia silenciosa,
 uma dança em profusão.
Gotas de orvalho,
como lágrimas do céu,
Testemunham o tempo,
onde tudo se entrelaça e se desfaz.


São poemas efêmeros,
escritos pelo vento e pela lua,
Em cada gota, um verso,
uma história que flua.
Pelos cantos das janelas,
o orvalho se acumula,
Um suspiro da noite,
 uma canção que se insinua.
É o silêncio que fala,
em cada gota que cai,
Um hino à existência,
um mistério que jamais sai.


Gotas
de
orvalho,
como
notas
de
um
piano
ao
amanhecer,


Tocam o coração, fazem a alma florescer.
Em cada janela,
um portal para o infinito,
Onde o orvalho é poesia,
em seu etéreo rito.
E assim, pelas janelas,


As
 gotas
de
orvalho
dançam,


Em harmonia com o tempo, em um cenário que avança.
São testemunhas da vida, do ciclo sem fim,
Gotas de orvalho, tocando o mundo, desde o seu confim.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (26/50)

Posted in Sem categoria on 19 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXVI – Cicuta Pax

By Dall E-3

No silêncio da cicuta, onde o veneno se entrelaça,
Pax é o destino, a paz que se abraça.
Entre os véus da ilusão, onde a verdade se enreda,
Cicuta é o cálice, a amargura que preceda.

Nas sombras da noite, onde os segredos se ocultam,
Pax é a luz, a serenidade que se cultua.
Em cada gota de veneno,

uma história se revela,
Cicuta é o mistério,

a morte que apela.

No amargor da cicuta, a paz se desfaz em névoa,
Pax é a calma, a quietude que renova.
Entre o fio da vida e o fio da morte,

onde a balança pesa,
Cicuta é o desfecho, a dúvida que cessa.

Nos caminhos da cicuta, onde os destinos se entrecruzam,
Pax é o abraço, o perdão que conduzam.
Em cada amargor, uma lição se entrelaça,
Cicuta é o caminho,

a redenção que ultrapassa.

No cálice da cicuta, a paz se mescla ao veneno,
Pax é a esperança, o alento sem terreno.
Entre a vida e a morte,

onde o tempo se agita,
Cicuta é a passagem, a partida que excita.

Na quietude da cicuta, onde o silêncio murmura,
Pax é o sussurro, a harmonia que perdura.
Em cada cicatriz,

uma memória se inscreve,
Cicuta é o ensinamento, a verdade que se atreve.

Nos momentos de cicuta, onde os medos se enfrentam,
Pax é o valor, a coragem que se ramifica.
Entre o veneno e a cura,

onde a vida se esgueira,
Cicuta é a jornada, a provação que se inteira.

No destino da cicuta, onde o fim se aproxima,
Pax é a aceitação, a serenidade que anima.
Entre o ciclo da vida e o mistério da morte,

onde tudo se entrelaça,
Cicuta é o silêncio, a paz que abraça.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

Fragmentos Humanos (25/50)

Posted in Sem categoria on 19 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXV – Ruas Nuas de Nós

By Dall E-3

Nas ruas nuas de nós,
onde os passos se emaranham,
Entre laços e desenlaces,
 a cidade se desabafa.
Cada esquina é um ponto de encontro,
um nó que se desfaz,
Emaranhados de histórias,
onde o tempo se refaz.
São ruas de pedra, testemunhas do tempo que passa,
Onde os nós se formam,
 onde a vida se enlaça.
Cada rua é um labirinto de memórias entrelaçadas,
Onde os destinos se cruzam,
onde as almas são encontradas.
Nas ruas nuas de nós,
os corações se abrem e se fecham,
Entre encontros e desencontros,
entre o amor que se desenlaça.
São linhas tortuosas que tecem os destinos,
Onde os sonhos se entrelaçam,
onde os medos são vencidos.
Em cada esquina, um suspiro ecoa no ar,
Um momento capturado,
um desejo por realizar.
São ruas de nós que se desatam e se renovam,
Onde o tempo se desfaz,
onde o presente se move.
Nas ruas nuas de nós, a vida pulsa intensamente,
Entre o caos e a calma,
entre o ser e o sentir presente.
Cada passo é uma jornada,
cada esquina um novo começo,
Onde os nós se desfazem, onde o destino é um só regresso.
É nas ruas nuas de nós que encontramos a verdade,
Onde os caminhos se entrelaçam na nossa própria idade.
Cada rua é uma história, um capítulo por escrever,
Onde os nós se desfazem, onde a vida é nosso dever

(Betto Gasparetto – iii/xx)