(Betto Gasparetto)
XXIX – Gavetas Secretas

By Dall E-3
I
Nas gavetas secretas da memória,
onde segredos se escondem,
Guardo os tesouros do passado,
os momentos que não se esquecem.
Cada gaveta é um relicário de histórias por contar,
Um labirinto de emoções,
onde o tempo quer parar.
II
Na primeira gaveta,
guardo risos e alegrias sem fim,
As lembranças de infância,
onde o mundo era jardim.
É o lugar das brincadeiras,
dos amigos que se vão,
Um tesouro precioso, onde a inocência faz o refrão.
III
Na segunda gaveta, repousam sonhos e promessas feitas,
As aspirações da juventude,
as metas ainda incompletas.
É o refúgio dos desejos,
das paixões que floresceram,
Um capítulo inacabado,
onde os sentimentos cresceram.
IV
Na terceira gaveta, escondem-se as dores e os lamentos,
Os momentos de tristeza,
os desafios enfrentados ao vento.
É o espaço da superação,
das lágrimas que secaram,
Um aprendizado profundo, onde os medos se dissiparam.
Na quarta gaveta, guardo segredos que só eu sei,
As confidências sussurradas,
os pensamentos que rolei.
V
É o cofre das confianças, dos laços que se fortalecem,
Um pacto de cumplicidade,
onde as almas se entrelaçam.
Na quinta gaveta, repousam as lembranças de viagens vividas,
Os lugares explorados,
as culturas que me abriram feridas.
É o espaço da descoberta,
das fronteiras que ultrapassei,
Um mapa de aventuras, onde o mundo se me revelou em paz.
V
Na sexta gaveta, escondem-se as cartas de amor guardadas,
As palavras escritas,
as declarações apaixonadas.
É o refúgio do coração,
dos sentimentos que transbordam,
Um laço de ternura, onde os laços do amor se aprofundam.
Nas gavetas secretas da memória, um universo se revela,
Onde a vida é um baú de tesouros,
uma história que se preza.
VI
Cada gaveta é uma página, um capítulo por desvendar,
Um tesouro escondido, onde o passado quer se eternizar.
E assim, nas gavetas secretas, guardo meu mundo interior,
Onde as lembranças são guardiãs,
onde o tempo é senhor.
Cada gaveta é uma jornada,
uma viagem no tempo sem fim,
Um baú de emoções,
onde a alma encontra seu jardim.
(Betto Gasparetto – iii/xx)



