Arquivo para julho, 2024

Fragmentos Humanos (21/50)

Posted in Sem categoria on 18 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XXI – Um Grito, Um Adeus

By Dall E-3

Um grito, um adeus, ecoa pelo vazio da alma,
Um lamento profundo, uma despedida que acalma.
É a voz que se ergue, carregada de emoção,
Despedindo-se do que foi, abraçando a solidão.

No eco desse grito, ressoa a dor do partir,
Uma partida inevitável, um adeus a se cumprir.
É o coração que se desfaz, em fragmentos dispersos,
Enquanto a alma busca paz, entre os versos dispersos.

Um grito, um adeus, entre lágrimas que caem,
Memórias que se entrelaçam, saudades que esmaecem.
É o fim de um capítulo, o fechar de um ciclo,
Onde o amor e a dor se encontram em um único hino triste.

Na despedida, palavras se perdem no vento,
Promessas não ditas, sentimentos em lamento.
É a ausência que se instala, o vazio que se expande,
Enquanto o mundo continua, e a vida segue avante.

Mas no grito, no adeus, há também a esperança,
Um novo horizonte, uma chance que se alcança.
É o renascimento na despedida, a transformação no partir,
E a certeza de que o amor, em algum lugar, irá florir.

Assim, em um grito, em um adeus, encontramos a verdade,
A força para seguir em frente, mesmo na adversidade.
É o ciclo da vida, o eterno dançar dos sentimentos,
Que nos ensina que o adeus, às vezes, é apenas um recomeço.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

Fragmentos Humanos (20/50)

Posted in Sem categoria on 16 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XX – Lágrimas de Sangue

By Dall E-3

Lágrimas de sangue, rubros rios que fluem,
Das profundezas da alma onde a dor se insinua.
Gotas carmesins, testemunhas do sofrimento profundo,
Que escorrem silenciosas, marcando o destino moribundo.

Em cada gota, um conto de angústia e aflição,
Histórias não contadas, marcadas pela solidão.
É a dor que se liquefaz, que se transforma em vermelho ardente,
Um lamento sem voz, uma dor omnipresente.

Lágrimas de sangue, queimam como fogo no peito,
São versos de tristeza, escritos em dor no leito.
São um espelho da alma, onde as feridas se espelham,
E os tormentos interiores, em cada gota se revelam.

Em cada olhar perdido, em cada suspiro profundo,
As lágrimas de sangue são um eco do mundo.
São um chamado de socorro, um apelo por alívio,
Porque a dor é tão profunda que até as lágrimas têm sentido fugidio.

Mas nas lágrimas de sangue, também há esperança,
Um indício de cura, uma chance que se avança.
Pois na escuridão mais profunda, mesmo a dor mais intensa,
Pode ser transformada em força, em uma nova presença.

Assim, nas lágrimas de sangue, encontramos a verdade crua,
Um retrato das batalhas, das feridas que continuam a lutar.
Mas cada gota que cai, também é um testemunho de resiliência,
De uma alma que persiste, apesar da sua própria existência.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

Fragmentos Humanos (19/50)

Posted in Sem categoria on 16 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XIX – Caminhos Farpados

By Dall E-3

Pelos caminhos farpados, onde espinhos se entrelaçam,
Caminhamos nós, destemidos, enquanto a dor nos abraça.
É o trajeto áspero, onde cada passo é um desafio,
E os obstáculos nos testam, com sua força e frio.

Entre os caminhos farpados, a jornada se revela,
Uma trilha de resistência, onde a esperança resplandece bela.
É o labirinto de dilemas, onde as escolhas se bifurcam,
E as decisões moldam o destino, onde as verdades procuram.

Nos caminhos farpados, as cicatrizes são profundas,
Marcas de batalhas travadas, de lutas que o tempo enreda.
É o terreno movediço, onde o equilíbrio é desafiado,
E a coragem nos impulsiona, mesmo quando o medo é exaltado.

Entre os espinhos dos caminhos, há uma beleza agreste,
Uma lição de humildade, uma alma que se aquece.
É a persistência que nos guia, apesar dos espinhos que ferem,
E a determinação que nos fortalece, mesmo quando os passos se perdem.

Pelos caminhos farpados, descobrimos nossa força interna,
Uma fortaleza de espírito, uma fé que o tempo governa.
É a resiliência que nos sustenta, mesmo diante das adversidades,
E a sabedoria que nos ensina, que a vida é feita de dualidades.

Assim, nos caminhos farpados, encontramos a verdade crua,
Uma lição de vida, uma jornada que nos construa.
É onde os espinhos nos ensinam, onde as feridas nos curam,
E os caminhos farpados nos mostram que somos quem o mundo derrama

(Betto Gasparetto – ii/xx)

Fragmentos Humanos (18/50)

Posted in Sem categoria on 16 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XVIII – Suspiros em Arames

By Dall E-3

Suspiros em arames, delicados fios de melancolia,
Entrelaçados no tecido do tempo, na alma que ardia.
Cada suspiro é um eco, uma vibração no ar,
Um lamento suave, um murmúrio a pairar.

Nos arames do destino, os suspiros se entrelaçam,
Como notas de uma melodia triste, que nos abraçam.
É a teia de emoções, trançada com fios de prata,
Que reflete a alma inquieta, perdida na vasta.

Entre os nós dos arames, segredos são trançados,
Histórias não contadas, sonhos dissipados.
Cada suspiro é uma ponte entre o passado e o presente,
Um fio condutor de sentimentos, uma linha envolvente.

Nos suspiros em arames, há uma poesia oculta,
Um romance de saudade, uma nostalgia tumulta.
É o suspiro que atravessa fronteiras, quebra barreiras,
E nos leva a um universo de memórias inteiras.

Em cada curva dos arames, um suspiro se desata,
Uma expressão de amor, uma dor que arrebata.
É a vida tecida em fios delicados, em suspiros entrelaçados,
Que nos guia pelo labirinto dos tempos passados.

Assim, nos suspiros em arames, encontramos a beleza,
Uma melodia única, uma trama de sutileza.
É onde a alma suspira, onde o coração se expande,
Em suspiros entrelaçados, em arames que nos sangre.

(Betto Gasparetto – ii/xx)

Fragmentos Humanos (17/50)

Posted in Sem categoria on 16 de julho de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

XVII – Iscariotes Persona Non Grata

By Dall E-3

Em Iscariotes, o traidor é erguido ao trono,
Um nome banido, uma presença que enfraquece o sono.
Persona non grata, rejeitado pelo tempo e pela história,
Seu nome carrega o peso de uma traição notória.

Nos corredores sombrios de Iscariotes, ecoa o suspiro,
Um eco de decepção, um lamento sem giro.
É a sombra que paira sobre cada esquina,
A lembrança amarga de uma escolha clandestina.

Iscariotes, terra onde os traidores se encontram,
Nas cicatrizes do passado, onde os fantasmas povoam.
Persona non grata, marcado pela deslealdade,
Seu legado é uma ferida na alma da cidade.

Entre as ruas frias de Iscariotes, o nome é sussurrado,
Um fardo pesado, um destino tão desgastado.
É o preço pago pela traição, pela ganância desmedida,
Que manchou a história, que partiu a vida.

Persona non grata, seu rosto reflete a culpa,
Uma mácula indelével, uma ferida que multiplica.
Em Iscariotes, a memória é eterna, implacável,
Não há redenção para aquele que foi inabalável.

Assim, em Iscariotes, o traidor é persona non grata,
Um paria na comunidade, um estigma que não se desata.
Seu nome é um aviso, uma advertência eterna,
Que a traição traz consigo uma pena inferna.

(Betto Gasparetto – ii/xx)