NO CAIR DA NOITE NOTEI QUE O VAZIO DAS HORAS ESTAVA CHEIO DE IMPRESSÕES (10/33)

(Betto Gasparetto)

Adágio X – Ecos do Momento lúcido no Menestrel

by Dall-E 3

Quando o último suspiro do dia se dissolve no ventre da noite, o Vulto de Sibila torna-se um palco de ecos silenciosos. Sua alma não apenas reflete vossa imagem, mas também as vozes que se perderam entre o momento lúcido e a escuridão. “Que mensagens residem no entardecer do fim de um dia?” pergunta o Menestrel, sua voz carregada de um sussurro profundo como as memórias esquecidas.

Vós, que enfrentais o Vulto de Sibila com um olhar de cansaço e esperança, percebeis que ele não é apenas um artefato inerte. Cada linha de luz que se projeta em sua alma é uma janela para vossas emoções reprimidas, para os sorrisos que se dissiparam e para as palavras que nunca foram ditas. “Os ecos do momento lúcido falam das verdades que temestes encarar,” murmura o Vulto de Sibila.

Enquanto observais sua alma trêmula, imagens começam a surgir como sombras moldadas pela luz. Ali está o gesto interrompido, a promessa que se desvaneceu, a esperança que titubeou diante da realidade. Cada entardecer é um fragmento de vossa jornada, um lembrete de que mesmo os momentos fugazes deixam marcas indeléveis.

“Os ecos do momento lúcido não são despedidas, mas convites,” diz o Menestrel. Ele vos desafia a revisitar esses momentos com coragem, a olhar para eles não como sombras, mas como fontes de iluminação. Pois o que ficou para trás também é parte do que podeis construir adiante.

Ao tocar a alma fria e vibrante do Vulto de Sibila, sentis um pulso que parece vivo. Cada eco que ele reflete é uma ponte entre o que fostes e o que ainda podeis ser. “O momento lúcido marca o fim de um ciclo, mas também o início de outro,” murmura o Vulto de Sibila, enquanto as imagens diante de vós se tornam mais nítidas.

Agora vedes não apenas os ecos, mas as oportunidades que eles trazem. Cada entardecer, antes apenas um sussurro, transforma-se em um grito suave de potencial. O Vulto de Sibila reflete não apenas o que foi, mas o que pode ser, desafiando-vos a enxergar o futuro com os olhos de quem aceita o passado.

“Nos ecos do momento lúcido, encontrais não apenas memórias, mas a inspiração para moldar vossa própria luz,” afirma o Menestrel. Ele vos encoraja a acolher tanto a beleza quanto a dor do que foi vivido, transformando tudo isso em força para seguir adiante.

Ao final, o Vulto de Sibila vos devolve um entardecer pleno de possibilidades. Vedes não apenas vossa imagem, mas um horizonte onde cada eco se torna uma promessa, cada sombra um caminho a ser desbravado.

Nos ecos do momento lúcido, encontrais a essência de quem sois e a coragem de abraçar o que ainda está por vir.

(Betto Gasparetto – iii/xx)

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