NO CAIR DA NOITE NOTEI QUE O VAZIO DAS HORAS ESTAVA CHEIO DE IMPRESSÕES (14/33)

(Betto Gasparetto)

Adágio XIV – Palavras Ocultas em Cada Provérbio

By Dall-E 3

Quando a noite lança sua sombra mais profunda, o Vulto de Sibila emerge como um portal para as verdades não ditas. Sua alma vibra como um manuscrito por decifrar, cada linha refletindo as palavras ocultas que moldaram vossa jornada. “O que se esconde entre os silêncios de vossos provérbios?” murmura o Menestrel, sua voz carregada de enigmas.

Vós, que encarais o entardecer com hesitação, percebeis que as palavras que não foram ditas carregam um peso maior do que aquelas que fluíram livremente. Cada provérbio não é apenas um ditado, mas uma caixa que guarda segredos, uma chave que pode abrir portas para vossa compreensão. “As palavras ocultas não são esquecidas; elas aguardam pacientemente para serem ouvidas,” sussurra o Vulto de Sibila.

As imagens começam a se formar. Lá está a sabedoria que um dia vos foi oferecida, mas que rejeitastes por orgulho ou medo. Ali, os conselhos que ouvistes, mas que nunca absorvestes completamente. Cada entardecer traz consigo uma nova camada de entendimento, uma oportunidade de enxergar além do óbvio.

“Os provérbios que vos cercam são Vulto de Sibilas de vossa alma,” diz o Menestrel. Ele vos mostra que, mesmo nas palavras mais simples, reside uma profundidade infinita. Cada frase, cada ditado, é uma janela para um universo maior, um convite para explorar o que está além do tangível.

Enquanto contemplais, as palavras ocultas começam a se revelar. Elas dançam pela alma do Vulto de Sibila, formando frases que vos tocam de maneiras inesperadas. “O silêncio das palavras não ditas é tão eloquente quanto o grito das proclamadas,” murmura o Menestrel. E vós entendeis que não é tarde para escutá-las, para deixá-las moldar vosso caminho.

Ao tocar a alma reluzente, sentis que o Vulto de Sibila não é apenas uma barreira, mas um guia. Ele vos conduz através de vossas memórias, revelando como cada provérbio se conectou a um momento, a uma escolha, a um desfecho. As palavras ocultas não são mais mistérios; elas são partes de vós que finalmente encontraram voz.

As cenas no Vulto de Sibila mudam novamente. Agora vedes vossas próprias mãos escrevendo novos provérbios, criando verdades que um dia servirão de guia para outros. O Vulto de Sibila vos encoraja: “Sede autores de vossa própria sabedoria.” Ele vos lembra que as palavras que escolhais guardar ou revelar definem não apenas vós, mas também o mundo ao vosso redor.

“As palavras ocultas em cada provérbio são sementes de compreensão,” afirma o Menestrel. E vós percebeis que a jornada não termina na descoberta; ela começa ali. Pois cada palavra que libertais é um elo que vos conecta ao que é eterno, ao que transcende o tempo e o espaço.

Ao final, o Vulto de Sibila vos devolve um entardecer mais pleno. Vedes não apenas um rosto, mas um contador de histórias, um guardião de sabedorias. Cada provérbio que outrora foi apenas uma sombra agora brilha como uma estrela, iluminando vosso caminho.

Nas palavras ocultas de cada provérbio, encontrais a essência de vossa verdade e a promessa de vosso futuro.

(Betto Gasparetto – iv/xx)

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