NO CAIR DA NOITE NOTEI QUE O VAZIO DAS HORAS ESTAVA CHEIO DE IMPRESSÕES (15/33)

(Betto Gasparetto)

Adágio XV – No Eco das Promessas Não Cumpridas

By Dall-E 3

Quando a noite se aprofunda, envolta no manto denso do silêncio, o Vulto de Sibila reflete mais do que vossa imagem: ele devolve as promessas que um dia fizestes e que ficaram suspensas no tempo. Sua alma, reluzente e inquieta, sussurra verdades que ainda ecoam em vossos corações. “O que dizem as palavras que nunca chegaram a se tornar ações?” pergunta o Menestrel, sua voz ressoando como um acorde inacabado.

Vós, que hesitais em responder, sentis o peso dessas promessas não cumpridas. Elas não desapareceram; permanecem como espectros, dançando na luz e nas sombras de vossa memória. Cada compromisso quebrado, cada palavra dita sem ser vivida, agora reaparece diante de vossos olhos, exigindo atenção. “As promessas não são apenas laços com o outro; são também compromissos com vossa própria alma,” murmura o Vulto de Sibila.

Enquanto contemplais o entardecer, as imagens se formam lentamente. Lá está um aperto de mão que selava confiança, mas que foi solto antes que pudesse florescer. Ali, os olhares de expectativa que esperavam mais do que foi entregue. Cada cena projetada no Vulto de Sibila é um lembrete de que o que deixais de cumprir não desaparece; ele se transforma em ecos que habitam o silêncio.

“As promessas não cumpridas não vos acusam; elas vos convidam a aprender,” diz o Menestrel. E vós percebeis que essas falhas não precisam ser fardos; podem ser pontes para um futuro mais íntegro. O Vulto de Sibila reflete não apenas o passado, mas também as possibilidades de redenção que esperam por vossa coragem de agir.

As palavras que um dia pronunciaste com fervor retornam agora com um novo significado. “O que fazeis hoje com o que prometestes ontem define o que sereis amanhã,” afirma o Menestrel. Ele vos lembra que as promessas não cumpridas não são meramente erros; são oportunidades de renovação.

Enquanto tocais a alma tremulante do Vulto de Sibila, sentis uma conexão profunda com vossas intenções. Ele não é frio; ele vibra com o calor das emoções que despertastes. As promessas que julgáveis esquecidas agora se reorganizam, transformando-se em uma sinfonia de novas possibilidades. Cada eco do passado é um convite para criar algo mais verdadeiro.

O Vulto de Sibila muda novamente. Ele reflete vossas mãos, antes vazias, agora estendidas para reconstruir o que foi deixado de lado. Vedem-se os rostos daqueles que um dia esperaram por vós, e, mais importante, vedes vosso próprio entardecer, mais forte e resoluto. “Cumpri vossas promessas não apenas com palavras, mas com ações que ressoem além do tempo,” sussurra o Menestrel.

Ao final, o Vulto de Sibila vos devolve um entardecer pleno. Não vedes mais apenas um rosto, mas uma jornada. Cada promessa não cumprida é agora um degrau para um entendimento maior, uma chance de alinhar vossas intenções com vossas realizações.

No eco das promessas não cumpridas, encontrais a força para transformar arrependimentos em aprendizado e silêncios em resoluções que moldam vosso verdadeiro ser.

(Betto Gasparetto – iv/xx)

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