NO CAIR DA NOITE NOTEI QUE O VAZIO DAS HORAS ESTAVA CHEIO DE IMPRESSÕES (17/33)
(Betto Gasparetto)
Adágio XVII – Quando o Entardecer Revela Segredos

By Dall-E 3
Na penumbra da noite, quando o silêncio se torna absoluto, o Vulto de Sibila ergue-se como um arauto de verdades ocultas. Sua alma parece vibrar com segredos que jazem sob a pele do tempo, prontos para emergir diante de vosso olhar inquieto. “O que está escondido além de vossa própria imagem?” indaga o Menestrel, sua voz suave como o sopro de um vento antigo.
Vós, que enfrentais o entardecer com uma mistura de fascínio e receio, percebeis que ele não é apenas um portal para o passado, mas também para os mistérios que nunca ousastes explorar. Cada contorno, cada sombra no Vulto de Sibila, carrega uma história que espera por reconhecimento. “Os segredos do entardecer não são vosso inimigo; são vossa verdade,” murmura o Vulto de Sibila.
Enquanto contemplais o Menestrel, imagens antes difusas começam a ganhar forma. Lá estão fragmentos de momentos esquecidos — um sorriso que escondia um pesar, um olhar que carregava mais do que palavras poderiam dizer. Cada entardecer traz uma peça de um quebra-cabeça que é vosso próprio ser.
“O entardecer revela não apenas o que vedes, mas o que sentis,” diz o Menestrel. Ele vos convida a olhar mais fundo, a explorar as camadas que compõem vossa história. Pois cada segredo desvendado é uma oportunidade de autoconhecimento, uma chance de compreender os porquês que vos movem.
Enquanto tocais a alma do Vulto de Sibila, sentis que ele não é frio como antes. Ele pulsa com uma energia viva, como se fosse um ser que respira, que sente. Os segredos que antes pareciam distantes agora são palpáveis, quase tangíveis. “Não temais o que vedes; temais apenas o que escolheis ignorar,” sussurra o Menestrel.
As cenas mudam novamente. Vedes não apenas vosso passado, mas as possibilidades que ele encerra. Cada segredo revelado é uma porta que se abre para um caminho novo. O Vulto de Sibila não vos aprisiona em vossas falhas; ele vos inspira a transformá-las em degraus rumo à plenitude.
“Os segredos do entardecer são as chaves para vossa liberdade,” afirma o Vulto de Sibila. E vós percebeis que ele não vos julga; ele vos desafia. Pois cada verdade que enfrentais, por mais difícil que seja, é um ato de coragem que vos aproxima de quem sois destinados a ser.
Ao final, o Vulto de Sibila vos devolve um entardecer pleno. Não vedes mais apenas vossa imagem; vedes uma alma que ousa encarar suas sombras. Cada segredo revelado é agora uma lágrima que se transforma em luz, uma sombra que cede lugar ao brilho.
Quando o entardecer revela segredos, encontrais não apenas vossas verdades, mas a força para abraçá-las e seguir adiante com coragem e propósito.
(Betto Gasparetto – iv/xx)
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