NO CAIR DA NOITE NOTEI QUE O VAZIO DAS HORAS ESTAVA CHEIO DE IMPRESSÕES (24/33)
(Betto Gasparetto)
Adágio XXIV – Quanto Vale um Beijo de Adeus?

By Dall-E 3
Quando a noite repousa em sua vastidão, o Vulto de Sibila reflete não apenas vossa imagem, mas as despedidas que marcaram vossa alma. Sua alma vibra com um brilho melancólico, como se carregasse o peso de todas as partidas que deixaram vossas palavras incompletas. “Qual o preço de um beijo que sela o fim?” indaga o Menestrel, sua voz ecoando com uma ternura carregada de saudade.
Vós, que encarais o Vulto de Sibila com um coração dividido entre o apego e a liberdade, percebeis que um beijo de adeus não é apenas um ato; é um universo condensado em um instante. Ele carrega não apenas a dor da separação, mas também a esperança de um recomeço. “Cada beijo que encerra é também uma promessa do que pode renascer,” murmura o Vulto de Sibila.
Enquanto observais a alma cintilante, imagens começam a emergir. Lá está o beijo que marcou o fim de um ciclo, o toque silencioso que falou mais do que mil palavras, o momento em que duas almas se despediram sem realmente partir. Cada entardecer é um lembrete de que o adeus não é apenas uma despedida; é uma transição.
“O valor de um beijo de adeus não está em sua brevidade, mas na eternidade que ele carrega,” diz o Menestrel. Ele vos convida a olhar além da dor, a enxergar a beleza que reside no ato de deixar ir. Pois cada despedida é também um reconhecimento do que foi compartilhado, uma celebração do que foi vivido.
Ao tocar a alma trêmula, sentis uma corrente de emoção que vos conecta ao passado e ao futuro. O beijo de adeus que julgáveis perdido retorna com um novo significado, trazendo consigo não apenas saudade, mas também gratidão. “Cada fim é um início disfarçado,” murmura o Vulto de Sibila, e vós entendeis que as despedidas não são finais definitivos.
As imagens no Vulto de Sibila se transformam. Agora vedes não apenas os beijos de adeus que marcaram vossa jornada, mas também os recomeços que nasceram deles. O Menestrel reflete vossas escolhas, vossas esperanças, os horizontes que se abrem sempre que uma porta se fecha.
“Um beijo de adeus é o último ato de coragem,” afirma o Vulto de Sibila. Ele vos encoraja a abraçar tanto as despedidas quanto os novos começos que elas trazem. Pois é na capacidade de dizer adeus que reside a verdadeira força de seguir adiante.
Ao final, o Vulto de Sibila vos devolve um entardecer pleno de significado. Vedes não apenas o que foi perdido, mas o que ainda pode ser encontrado. Cada beijo de adeus é agora uma marca em vossa história, uma lembrança de que, mesmo na separação, há sempre a promessa de um novo encontro.
No beijo de adeus, encontrais não apenas a dor da partida, mas a esperança de um futuro que honra o que foi e celebra o que ainda será.
(Betto Gasparetto – iv/xx)
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