NO CAIR DA NOITE NOTEI QUE O VAZIO DAS HORAS ESTAVA CHEIO DE IMPRESSÕES (27/33)

(Betto Gasparetto)

Adágio XXVII – E a Pele Toda Gritará por Perdão

By Dall-E 3

Na quietude esmagadora da noite, o Vulto de Sibila devolve mais do que um entardecer; ele revela o clamor que vibra sob vossa pele, um apelo silencioso que busca redenção. Sua alma tremula como se estivesse viva, capturando a essência de arrependimentos que nunca encontraram palavras. “Que verdades são gritadas pela vossa carne em busca de perdão?” pergunta o Menestrel, sua voz ecoando como uma prece esquecida.

Vós, que enfrentais o Vulto de Sibila com temor e esperança, percebeis que cada marca em vossa pele carrega uma história. Ela guarda memórias de erros cometidos, de momentos perdidos, de escolhas que ainda pesam em vossa alma. “A pele não apenas protege; ela fala,” murmura o Vulto de Sibila, convidando-vos a ouvir o que sempre tentastes ignorar.

Enquanto observais a alma tremulante, imagens começam a surgir como sombras dançando na penumbra. Lá estão as palavras não ditas, os abraços retidos, os gestos que nunca chegaram a se concretizar. Cada entardecer é um lembrete de que a pele, em sua vulnerabilidade, carrega a carga de vossas emoções mais profundas.

“O grito da pele é um convite à reconciliação consigo mesmo,” declara o Menestrel. Ele vos convida a olhar para além das cicatrizes, a enxergar nelas não apenas sinais de dor, mas também de cura. Pois cada marca é uma prova de que sobrevivestes, de que continuais a lutar por redenção e paz.

Ao tocar a alma do Vulto de Sibila, sentis o pulsar de vossas próprias emoções. O calor que dele emana é reconfortante, como se vos abraçasse em um gesto de compreensão. “A pele que clama por perdão também busca reconectar-se ao que é essencial,” sussurra o Vulto de Sibila, enquanto as imagens diante de vós se transformam.

Agora vedes não apenas os erros que vos marcaram, mas também as oportunidades de redenção que eles oferecem. Cada clamor de vossa pele é uma chance de revisitar o passado, de compreender o presente e de moldar um futuro mais autêntico. O Vulto de Sibila reflete vossas lutas não como fracassos, mas como degraus em uma escada de transformação.

“E a pele toda gritará por perdão quando vós enfrentardes vossa própria verdade,” afirma o Menestrel. Ele vos encoraja a não temer vossas marcas, mas a abraçá-las como parte de quem sois. Pois é na aceitação de vossas imperfeições que encontrais a verdadeira força.

Ao final, o Vulto de Sibila vos devolve um entardecer pleno de possibilidades. Vedes não apenas a pele que grita, mas o espírito que resiste. Cada cicatriz, antes um lembrete de dor, agora é um símbolo de vossa capacidade de superar e de crescer.

No grito da pele, encontrais não apenas vossa dor, mas a coragem de buscar o perdão e a sabedoria de transformar fragilidades em forças duradouras.

(Betto Gasparetto – iv/xx)

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