NO CAIR DA NOITE NOTEI QUE O VAZIO DAS HORAS ESTAVA CHEIO DE IMPRESSÕES (28/33)
(Betto Gasparetto)
Adágio XXVIII – O Último Sussurro Fechou a Porta do Amanhecer

By Dall-E 3
Quando a primeira luz hesita em romper a escuridão, o Vulto de Sibila reflete mais do que sombras; ele devolve os murmúrios de uma noite que se recusa a partir. Sua alma vibra com um sussurro final, carregado de verdades que nunca foram ditas, de emoções que se perderam entre o momento lúcido e o alvorecer. “O que resta de uma noite quando sua porta é trancada pelo silêncio?” indaga o Menestrel, sua voz como um eco que desvanece.
Vós, que enfrentais o entardecer com um misto de inquietação e resignação, percebeis que o sussurro final não é apenas um adeus, mas uma despedida impregnada de significados. Cada nota abafada carrega as palavras que nunca ousastes pronunciar, as escolhas que nunca tiveram a coragem de serem tomadas. “O último sussurro é o guardião de vossas indecisões,” murmura o Vulto de Sibila, como se falasse diretamente à alma.
Enquanto observais a alma cintilante, imagens começam a surgir. Lá está a promessa feita à meia-noite, quebrada antes do amanhecer. Ali, o olhar que buscava conexão, mas encontrou apenas desvio. Cada entardecer é um pedaço de uma história inacabada, um lembrete do que poderia ter sido.
“O sussurro que encerra a noite é também um convite ao renascimento,” diz o Menestrel. Ele vos convida a não temer o que foi deixado para trás, mas a olhar para ele como um marco, um ponto de partida para algo novo. Pois o silêncio que tranca a noite também guarda o potencial de abrir novas portas.
Ao tocar a alma tremulante, sentis um peso e um alívio simultâneos. O Vulto de Sibila reflete vossa hesitação, mas também vossa capacidade de transformação. “A porta que o silêncio fecha é a mesma que vos desafia a encontrar novas chaves,” sussurra o Vulto de Sibila, enquanto as imagens se transformam diante de vós.
Agora vedes não apenas o fim da noite, mas o amanhecer que ela anuncia. Cada sussurro, antes um eco de despedida, torna-se um prelúdio de possibilidades. O Vulto de Sibila não reflete apenas o que foi perdido, mas o que pode ser encontrado além da escuridão.
“O último sussurro não é um adeus; é uma promessa de que a luz sempre retorna,” afirma o Menestrel. Ele vos encoraja a abraçar as despedidas, a aceitar os encerramentos como prelúdios de recomeços. Pois é na capacidade de deixar ir que encontrais a força de seguir adiante.
Ao final, o Vulto de Sibila vos devolve um entardecer pleno de significados. Vedes não apenas a porta que se fechou, mas as janelas que se abrem. Cada sussurro, antes um som perdido na noite, agora é uma nota em uma sinfonia de esperança.
No último sussurro, encontrais não apenas o fim de uma noite, mas o início de uma nova jornada, iluminada pela coragem de encarar o desconhecido e pela certeza de que o amanhecer sempre chegará.
(Betto Gasparetto – iv/xx)
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