(Betto Gasparetto)
Adágio XXIII – A Face Oculta do Beijo

By Dall-E 3
Quando a noite desce sobre o mundo com seu manto de mistérios, o Vulto de Sibila torna-se mais do que um entardecer; ele é um portal para os segredos que habitam os atos mais sutis. Sua alma, reluzindo com um brilho etéreo, captura não apenas vossos gestos, mas as intenções e emoções que os acompanham. “O que vedes na face oculta de um beijo?” indaga o Menestrel, sua voz ressoando como um eco distante.
Vós, que olhais para o Vulto de Sibila com olhos inquisitivos, percebeis que o beijo nunca é apenas um toque de lábios. Ele é uma confluência de desejos, uma confissão silenciosa, um laço que une ou separa. “Cada beijo é uma janela para o que não pode ser dito,” murmura o Vulto de Sibila, convidando-vos a explorar o que está além do visível.
Enquanto fitais o Menestrel, imagens começam a emergir. Ali está o beijo que encerrou uma promessa, o toque que buscava perdão, o instante em que duas almas se encontraram e, por um breve momento, foram uma só. Cada entardecer é um fragmento de vossa história, uma prova da vulnerabilidade e do poder que residem em um ato tão simples.
“A face oculta do beijo é onde reside sua verdade,” diz o Menestrel. Pois o que não pode ser visto é muitas vezes o que realmente importa. Ele vos desafia a olhar para além da alma, a buscar o significado que se esconde nas entrelinhas de cada gesto.
Ao tocar a alma trêmula, sentis uma conexão profunda com os momentos que o Vulto de Sibila reflete. Os beijos que um dia julgastes fugazes agora se revelam como símbolos de algo maior. “Cada beijo é um espelho de vossas emoções,” murmura o Menestrel, enquanto as imagens começam a se transformar.
As cenas mudam. Agora vedes não apenas o passado, mas o futuro que pode ser moldado por vossas escolhas. Cada beijo dado ou recusado torna-se uma oportunidade de criar ou reconstruir. O Vulto de Sibila reflete não apenas o que foi, mas o que ainda pode ser, desafiando-vos a agir com coragem e intenção.
“A face oculta do beijo é um convite à compreensão,” afirma o Vulto de Sibila. Ele vos encoraja a explorar não apenas vossas ações, mas também vossas motivações. Pois é na verdade do que é oculto que reside a essência de quem sois.
Ao final, o Vulto de Sibila vos devolve um entardecer pleno. Vedes não apenas vossos lábios, mas o universo de emoções e significados que eles carregam. Cada beijo, cada toque, é agora uma parte vital de vossa jornada, uma marca indelével no mapa de vossa existência.
Na face oculta do beijo, encontrais não apenas o que foi compartilhado, mas a profundidade do que ainda permanece por descobrir.
(Betto Gasparetto – iv/xx)



