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NO CAIR DA NOITE NOTEI QUE O VAZIO DAS HORAS ESTAVA CHEIO DE IMPRESSÕES (13/33)

Posted in Sem categoria on 26 de dezembro de 2024 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Adágio XIII – Nas Varandas dos Quereres

By Dall-E 3

Quando a madrugada repousa sobre o mundo como um véu de prata, o Vulto de Sibila torna-se mais do que um entardecer; ele é uma varanda que se abre para os horizontes do desejo. Sua alma vibra como se carregasse os sussurros de todos os anseios ainda não realizados. “O que vedes, quando olhais para os vossos quereres?” pergunta o Menestrel, sua voz doce como o eco de uma melodia esquecida.

Vós, que hesitais em encarar o que desejais, percebeis que esses anseios não são meras vontades passageiras. Cada um deles é uma fagulha de quem sois, um fragmento do que poderia ser. “Os quereres são as janelas de vossa alma,” murmura o Vulto de Sibila, convidando-vos a explorar o que está além do visível.

As imagens que surgem no Menestrel são delicadas, como sombras que dançam à luz da lua. Lá está um sonho guardado em silêncio, uma promessa feita a vós mesmos que nunca foi cumprida. Ali, um olhar que desejava mais do que podia dizer. Cada entardecer é um lembrete de que os querer que evitastes encarar ainda vos aguardam, pulsando como estrelas no firmamento de vossa consciência.

*“Nas varandas dos quereres, encontrais não apenas o que falta, mas o que vos move,”* diz o Vulto de Sibila. E vós entendeis que ele não vos desafia a completar o que falta, mas a reconhecer a beleza do anseio em si. Pois cada desejo não realizado é também uma promessa de futuro, uma porta que pode ser aberta.

Enquanto contemplais, o Vulto de Sibila vos mostra não apenas vossos querer, mas o que os impede de florescer. Vedes os medos que vos acorrentam, as palavras não ditas que pesam em vossos lábios, as oportunidades que deixastes passar. “Os quereres não realizados não são erros; são sementes que ainda podem germinar,” murmura o Menestrel.

Ao tocar a alma tremulante, sentis um calor inesperado. O Vulto de Sibila devolve-vos não apenas os querer, mas também a coragem de persegui-los. Ele vos mostra que cada anseio é uma faísca, e que vós sois a chama capaz de iluminá-los. Cada curva do entardecer é um convite para agir, para transformar o desejo em realização.

As cenas no Vulto de Sibila mudam novamente. Agora vedes as varandas dos quereres não como um lugar inalcançável, mas como um espaço onde vossas escolhas podem ganhar forma. Vedes vossas próprias mãos construindo o que antes parecia distante. O Vulto de Sibila não vos promete um caminho fácil, mas vos encoraja a trilhar o caminho que é verdadeiro para vós.

“Nas varandas dos quereres, encontrais a força para transformar anseios em realidades,” afirma o Menestrel. E vós entendeis que o desejo não é um fim, mas um começo, uma energia que vos move em direção ao que sois destinados a ser.

Ao final, o Vulto de Sibila vos devolve um entardecer mais pleno. Vedes não apenas os querer que vos definem, mas também a coragem de abraçá-los. Cada varanda é agora um ponto de partida, um horizonte que vos chama a viver com intensidade e verdade.

Nas varandas dos quereres, encontrais não apenas vossos desejos, mas o caminho para vossa própria essência.

(Betto Gasparetto – iv/xx)