CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (06)

(Betto Gasparetto)

Carta VI: Ao eco do teu nome no mar infinito

By Dall-E 3

Minha amada,

Hoje, quando o vento soprou com mais força, chamou-me pelo teu nome. Era como se o mar, cúmplice de minha saudade, quisesse trazer-me de volta a ti com cada murmúrio das ondas. Fechei os olhos e, por um instante, senti tua voz acariciar minha alma, doce e terna, como o som que sempre me conforta.

Navegar por essas águas é um desafio, mas maior é a dor de estar longe do teu abraço. Pergunto-me quantas noites ainda terei de suportar sem sentir o calor da tua presença ao meu lado. A cada porto que tocamos, meu olhar busca o impossível: tua silhueta entre estranhos, teu sorriso entre rostos desconhecidos.

Lembro-me dos dias em que caminhávamos juntos, lado a lado, e como eu sentia que nada poderia nos separar. Agora, o oceano é a barreira que nos afasta, mas também é a promessa de que um dia nos unirá novamente. Por isso, eu o respeito e o temo na mesma medida.

Envio-te, nesta carta, todo o amor que meu coração pode conter, na esperança de que o sintas onde quer que estejas. A distância não pode apagar o que somos; ela apenas adia o inevitável reencontro.

Com o coração repleto de saudades,
Aquele que te encontra em cada onda

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

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