CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (07)

(Betto Gasparetto)

Carta VII: À promessa de um reencontro que nunca se desfaz

By Dall-E 3

Minha doce amada,

Enquanto o sol descia no horizonte, tingindo o céu com cores que não consigo descrever, pensei em ti. Era como se o mundo, em toda a sua beleza, quisesse consolar-me pela tua ausência, mas nenhuma paisagem, por mais grandiosa que seja, pode preencher o vazio que sinto sem ti.

Cada dia que passa é mais um passo rumo ao nosso reencontro. Não sei quanto tempo mais esta viagem durará, mas mantenho viva a certeza de que um dia meus olhos voltarão a encontrar os teus. Essa promessa é a âncora que me mantém firme em meio às tormentas e a luz que guia meu caminho na escuridão.

Sonho com o momento em que, ao descer do navio, verei-te entre a multidão. Imagino teu sorriso tímido e tuas mãos inquietas, tentando conter a emoção. Quero correr até ti, segurar-te nos braços e dizer tudo o que estas cartas não conseguem traduzir: que és o motivo de cada decisão, de cada sacrifício, de cada esperança que guardo.

Até lá, continuo a escrever, pois as palavras são a única ponte que tenho para alcançar-te. Que elas cheguem até ti como um sussurro carregado pelo vento, e que saibas que, mesmo distante, estou contigo em pensamento e coração.

Teu para sempre,
Aquele que vive pela promessa do teu amor

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

Deixe um comentário