CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (09)
(Betto Gasparetto)
Carta IX: À carência que se torna poesia

By Dall-E 3
Minha adorada,
Hoje, senti uma carência tão profunda que nem mesmo a imensidão do mar conseguiu disfarçar. Era como se meu peito estivesse vazio, implorando por tua presença. Quisera eu que o vento que corta as velas pudesse levar-me até ti, mesmo que por um instante, para que meu coração reencontrasse o ritmo que só tua voz consegue ditar.
A cada dia que passa, percebo o quanto a vida perde seu brilho sem o toque das tuas mãos, sem o aconchego do teu sorriso. Caminho entre marinheiros que cantam suas glórias e conquistas, mas, para mim, a única vitória será encontrar-me contigo novamente.
Nesta carta, deixo-te o que tenho de mais verdadeiro: minhas palavras, meu desejo, minha saudade. São elas que atravessam os mares, desafiando as distâncias, para alcançar teu coração. Que tu possas senti-las como um sussurro ao ouvido, suave e intenso, lembrando-te de que meu amor por ti não conhece fronteiras.
Sei que as partidas nos afastam, mas os reencontros nos tornam ainda mais fortes. Por isso, aguardo pacientemente, com a certeza de que nossos caminhos se cruzarão novamente, como o sol que inevitavelmente retorna ao amanhecer.
Com todo o meu amor,
Aquele que faz da saudade sua poesia
(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)
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