Arquivo para 14 de janeiro de 2025

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (06)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta VI: Ao eco do teu nome no mar infinito

By Dall-E 3

Minha amada,

Hoje, quando o vento soprou com mais força, chamou-me pelo teu nome. Era como se o mar, cúmplice de minha saudade, quisesse trazer-me de volta a ti com cada murmúrio das ondas. Fechei os olhos e, por um instante, senti tua voz acariciar minha alma, doce e terna, como o som que sempre me conforta.

Navegar por essas águas é um desafio, mas maior é a dor de estar longe do teu abraço. Pergunto-me quantas noites ainda terei de suportar sem sentir o calor da tua presença ao meu lado. A cada porto que tocamos, meu olhar busca o impossível: tua silhueta entre estranhos, teu sorriso entre rostos desconhecidos.

Lembro-me dos dias em que caminhávamos juntos, lado a lado, e como eu sentia que nada poderia nos separar. Agora, o oceano é a barreira que nos afasta, mas também é a promessa de que um dia nos unirá novamente. Por isso, eu o respeito e o temo na mesma medida.

Envio-te, nesta carta, todo o amor que meu coração pode conter, na esperança de que o sintas onde quer que estejas. A distância não pode apagar o que somos; ela apenas adia o inevitável reencontro.

Com o coração repleto de saudades,
Aquele que te encontra em cada onda

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (05)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta V: À espera que se faz infinita

By Dall-E 3

Minha amada,

Os dias se arrastam como marinheiros fatigados pelo peso da jornada. O tempo, que deveria ser nosso aliado, tornou-se um inimigo impiedoso, prolongando cada instante longe de ti como uma eternidade insuportável. No silêncio das madrugadas, pergunto-me se sentes a mesma ausência que me consome, se tua alma também clama pela minha com a mesma intensidade.

Hoje, enquanto as ondas beijavam a quilha do navio, senti uma angústia que não consigo descrever. Pensei em ti, como sempre faço, mas desta vez, uma dúvida cruel sussurrou em meu ouvido: “E se ela já não me espera?” Essa ideia, ainda que breve, feriu-me mais profundamente do que qualquer tempestade que já enfrentei.

Mas não posso, não devo, duvidar do amor que construímos. Ele é forte como as rochas que desafiam as marés e verdadeiro como o céu que nos cobre, mesmo que agora estejamos sob horizontes diferentes.

Peço-te, minha querida, que aguardes por mim. Que tenhas fé em que os ventos, tão caprichosos, nos trarão de volta ao mesmo porto. Prometo que, ao regressar, farei valer cada instante perdido. Cada abraço, cada palavra não dita, cada lágrima derramada pela saudade será compensada com a intensidade de quem ama além do que pode suportar.

Sou teu, sempre fui e sempre serei.

Com amor e esperança,
Aquele que espera por ti no fim de todos os mares

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (04)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta IV: À lembrança do calor dos teus lábios

by Dall-E 3

Minha adorada,

Nesta noite, o mar dança inquieto sob a luz pálida da lua, mas nem mesmo a beleza deste cenário acalma a tormenta que há dentro de mim. Lembro-me, como se fosse ontem, do momento em que nossos lábios se tocaram pela última vez. O calor daquele instante ainda queima em meu peito, aquecendo-me nas noites frias e solitárias desta viagem.

Quantas palavras ficaram presas em minha garganta no dia da partida? Quantos adeuses silenciosos entoaram em meu coração enquanto o navio se afastava e teu rosto desaparecia no horizonte? Hoje, escrevo-te com a alma repleta de arrependimento por não ter dito o quanto te amo com mais força, com mais clareza, com mais desespero.

Cada linha que te envio é como um grito abafado que atravessa os mares, na esperança de que chegue até ti. Quisera eu que estas palavras fossem capazes de atravessar as águas, os ventos, e pousar em teu peito como um pássaro ferido buscando repouso.

Anseio pelo dia em que poderei tocar teu rosto novamente, sentir o perfume dos teus cabelos, perder-me no brilho inigualável dos teus olhos. Até lá, vivo preso à memória do que somos, sustentando-me com a promessa de que o futuro nos reservará novos momentos para escrevermos juntos.

Tua ausência é o meu fardo, mas teu amor é a minha força.

Eternamente teu,
Aquele que vive em teus beijos passados

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (03)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta III: Ao porto seguro do teu abraço

By Dall-E 3

Minha adorada,

Hoje, as velas do navio foram arriadas, e ancoramos em uma terra distante. Contudo, mesmo em meio às novidades e às cores vibrantes deste lugar, meu coração não encontrou repouso. Cada rosto que vejo, cada som que ouço, parecem ecoar apenas o teu nome, e cada passo que dou me afasta ainda mais do lar que é teu abraço.

Nas noites silenciosas, quando o murmúrio das ondas embala os sonhos de todos a bordo, encontro-me acordado, fitando o vazio, buscando o alívio que só o teu sorriso pode trazer. Ah, minha amada, como é possível que algo tão etéreo quanto a saudade pese mais que os baús de tesouros que aqui descobrimos?

Quisera eu que tu pudesses sentir o calor que ainda reside nas cartas que te escrevo. São pedaços de mim, enviados com a esperança de que, ao tocá-las, sintas minha presença, mesmo que por um breve instante.

Prometo-te que, assim que o horizonte nos unir novamente, cairei aos teus pés como um náufrago que reencontra a terra firme. Meus braços envolverão teu corpo com a força de quem teme que o sonho possa desvanecer, e meus lábios sussurrarão ao teu ouvido todas as palavras que estas cartas não conseguem conter.

Até lá, serei o eterno marinheiro perdido na vastidão, mas guiado pelo farol do teu amor.

Teu, sempre teu,
Aquele que vive por ti, ainda que distante

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (02)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta II: À saudade que corta mais que as ondas

By Dall-E 3

Minha amada,

Hoje, ao contemplar o céu sobre este mar infinito, percebi que as estrelas que outrora julgava brilhantes são pálidas em comparação ao fulgor dos teus olhos. Cada noite, quando a solidão se faz mais intensa, recorro à lembrança do teu olhar para não sucumbir ao vazio que a distância nos impõe.

As águas têm sido cruéis, assim como o tempo que insiste em nos apartar. As noites são longas, e os dias, por mais que o sol se erga, são sombrios sem a tua presença. A saudade é uma faca de lâmina fina que corta o peito lentamente, sem piedade, sem pressa.

Não sei o que mais temo: as tormentas que rugem ao longe ou a possibilidade de que, ao regressar, os teus braços já não me esperem com o mesmo fervor. Mas digo-te, minha querida, que o amor que levo no peito é como âncora que me sustenta, e tua imagem, como vela que me impulsiona.

Quando fecho os olhos, vejo-te debruçada à janela, olhando o horizonte com a mesma melancolia que me envolve agora. Sonho com o momento em que essas águas que nos separam se tornem meros reflexos do passado e eu possa sentir teu calor novamente.

Tua ausência é meu tormento, mas tua memória é meu consolo.

Sempre teu,
Aquele que sonha contigo em cada onda

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)