(Betto Gasparetto)
Carta XII: À dor das chegadas sem reencontro

By Dall-E 3
Minha adorada,
Hoje desembarcamos em um novo porto. Era uma cidade vibrante, cheia de cores e sons que deveriam ter preenchido meu espírito com entusiasmo. Mas, ao caminhar entre as ruas, senti-me vazio. Cada rosto que passava por mim não era o teu, cada voz que soava não tinha a melodia do teu riso.
A dor de chegar a um lugar e não te encontrar é maior do que qualquer tempestade que enfrentei. Há em mim uma ansiedade que não consigo conter, um desejo incessante de que o próximo porto, o próximo destino, me leve finalmente até ti.
Mas, até que isso aconteça, continuarei a navegar, pois sei que nosso reencontro será a recompensa por cada lágrima, cada suspiro e cada momento de espera. Quando te ver novamente, todas as chegadas sem reencontro serão esquecidas, e meu coração, enfim, estará em paz.
Teu, mesmo nos portos mais distantes,
Aquele que navega em busca de ti
(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)