CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (17)

(Betto Gasparetto)

Carta XVII: À espera que transforma dias em eternidades

by Dall-E 3

Minha querida,

A espera é um veneno doce. Ela corrói minha alma com a lentidão de quem sabe que o reencontro é certo, mas distante. Cada dia parece uma eternidade, cada noite, um deserto que atravesso com os pés descalços, carregando o peso da tua ausência.

Pergunto-me como estás. Será que sentes a mesma angústia que sinto, ou será que a rotina tem te afastado das lembranças que compartimos? Quero acreditar que, mesmo entre as tuas ocupações, há um instante em que pensas em mim, assim como penso em ti a cada respirar.

Que esta espera não seja em vão. Que, ao final dela, possamos nos encontrar com a intensidade de quem sobreviveu às maiores tempestades.

Sempre teu,
Aquele que espera por ti sem medir o tempo

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

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