Arquivo para 19 de janeiro de 2025

NAS MÃOS DO MEU LIBERTADOR (02)

Posted in Sem categoria on 19 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

II – O Refúgio da Esperança

By Dall-E 3

I

Quando a alma se vê esmagada pelo peso das ofensas e as sombras se alongam, ofuscando a visão da paz, é na quietude da oração que encontro abrigo. Não peço, ó Senhor Jeová, que afastes de mim as tempestades da vida, mas que me concedas forças para caminhar entre elas com dignidade. Pois sei que não sou imune ao mal, e que a fragilidade humana me torna vulnerável aos ataques daqueles que, em sua cegueira, desconhecem o valor da justiça.

II

No entanto, nas horas de maior tribulação, vejo em ti, ó Deus, a força que não me abandona, a mão que me segura quando os ventos ameaçam me derrubar. Eles vêm, não por razão, mas pela fúria de seus corações, que se alimentam do sofrimento do próximo, buscando elevar-se sobre os fracos. Com palavras afiadas, como lâminas ocultas, eles tentam ferir minha alma, sem compreender que sua força é como a de um castelo de areia, que se desintegra diante da maré da tua verdade.

III

Eles gritam, mas tu, ó Senhor Jeová, permaneces em silêncio, não por indiferença, mas pela paciência que é maior do que o rancor. Enquanto eles, em sua arrogância, pensam que podem submeter a verdade à mentira, tu, com um olhar, revelas a fragilidade de seus próprios castelos. Eles desejam que os ouvimos, mas em ti, ó Senhor, está o único som que ressoa como música nos nossos corações. Pois tu não te deixas enganar pelas palavras vazias, nem pelas promessas de uma falsa paz.

IV

E, mesmo quando me vejo sozinho em meio à multidão, quando os passos se tornam pesados e os olhos buscam o horizonte sem encontrar conforto, é em ti que encontro meu refúgio. Tu és a rocha inabalável em um mundo que se desfaz em ruínas. Não importa quantos sejam os inimigos que se levantem, ou quantos se reúnam para destruir, pois, como um escudo, tu me cercas com a força do teu amor. Ninguém pode tocar a alma do justo quando é defendido pela mão do Senhor.

V

Eu não desejo vingança, pois o meu coração, embora ferido, ainda anseia por salvação. Que eles, em sua busca incessante por poder, encontrem no vazio de suas ações a realidade amarga de que, ao ferir, são eles que se mutilam. O mal que destilam não atinge apenas aqueles que visam, mas os próprios corações que o emitem, deixando-lhes um vazio que nada pode preencher. E, ao se voltarem para o mundo, buscando saciar seus desejos insaciáveis, verão que nunca encontrarão o que procuram, pois a verdadeira paz não se compra com sangue, nem se conquista com mentiras.

VI

E ao final de todo o sofrimento, quando as vozes dos injustos se silenciarem e as feridas que me impuseram já não sangrarem, cantarei a tua grandeza, ó Senhor. Pois tu, que me protegeste, me ensinaste a beleza da verdadeira força: aquela que não se mede pela capacidade de ferir, mas pela sabedoria de perdoar. E na tua misericórdia, encontro a renovação, não apenas da minha alma, mas de toda a humanidade que ainda crê na bondade. Com gratidão, louvarei o teu nome, pois em tua graça encontrei o que todos buscam: a paz que nunca se apaga.

(Betto Gasparetto – xi/xix)

NAS MÃOS DO MEU LIBERTADOR (01)

Posted in Sem categoria on 19 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

I – Palavras Cortantes

By Dall-E 3

I

Ó Senhor, que do alto do céu escutas o clamor das almas atribuladas, atenta para aqueles que, em sua cegueira, buscam apenas a destruição. Não é o peso de minhas faltas que me imola, mas o peso de um mundo que, com suas sombras, se lança sobre mim, como um exército imenso. Os que me cercam não buscam a verdade, mas a mentira que alimenta suas vaidades, e, ao encontrar o fraco, veem em sua fragilidade uma oportunidade para afiar suas lâminas.

II

Eu te imploro, ó Deus, não pela força de meus braços, mas pela força da tua justiça. Não que minha causa seja imaculada, pois sou pleno de falhas, mas em cada um de nós, ó Senhor, tu semeaste o desejo da paz, e é esta a minha defesa. Pois quando os ímpios se levantam com suas palavras cortantes e suas mentiras afiadas, o único abrigo que encontro é o teu olhar compassivo, que desvenda as sombras que me cercam.

III

Aqueles que se alimentam do sofrimento alheio não veem, ó Senhor, que ao semear o mal, ao erguerem suas garras contra a inocência, eles mesmos se consomem. Que teus olhos, puros e imutáveis, possam ver a verdade que se oculta no coração dos justos e esmagar com tua mão de fogo as ilusões dos ímpios. Tu que és o escudo, a fortaleza, a rocha onde a alma se apoia, no silêncio da noite, quando todos os gritos da humanidade se tornam ininteligíveis, é a tua voz que ainda ressoa, chamando os corações a se voltarem para a justiça.

IV

Que eu não deseje a ruína de meus inimigos, mas que eles, ao se confrontarem com a tua justiça, se vejam diante de um espelho que reflete não só suas maldades, mas a dignidade da tua verdade. Que cada palavra que proferem, cada gesto que fazem, caia sobre eles como peso de chumbo, que, ao fim, os conduza à reflexão. Pois a verdadeira derrota não é o fim físico, mas a percepção amarga de que se viveu em vão, sem conhecer a compaixão, sem compreender o amor que transcende o egoísmo.

V

Quando, ao fim, as tardes se tornarem noites e os gritos do mundo ecoarem em nossos ouvidos, que possamos levantar os olhos para ti, ó Senhor, e ver não a fúria do inimigo, mas o alívio que vem com a tua presença. Quando tudo parecer perdido e a tentação do desespero ameaçar submergir o espírito, que a tua misericórdia se faça presente, qual luz a guiar nossos passos vacilantes. Pois, em tua misericórdia, a vida renasce a cada amanhecer, e em tua verdade, a alma encontra seu repouso.

VI

Assim, mesmo em meio às provações, cantaremos a tua força, e louvaremos a tua misericórdia, não apenas por aquilo que fizeste por nós, mas por aquilo que ainda farás. Que o coração dos justos, fortalecidos pela tua graça, seja o testemunho de que, mesmo nas maiores adversidades, tua bondade nunca se ausenta, e que os injustos, em sua arrogância, não encontrarão refúgio, senão o peso de suas próprias ações.

VII

Ó Senhor, que a nossa fé seja como uma fortaleza intransponível, e que a nossa esperança se renove a cada dia. Pois sabemos que, em tua mão poderosa, está o destino de todas as nações, e que, ao fim, tua vontade se cumprirá, trazendo a justiça e a paz que todos ansiamos. Assim, de nossa parte, renderemos nossas almas à tua misericórdia, com a certeza de que, mesmo na adversidade, somos guiados pela luz que tu nos ofereces. E que essa luz, mesmo nas noites mais escuras, jamais se apague, mas resplandeça para todos, com a promessa de um novo amanhecer.

(Betto Gasparetto – xi/xix)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (50)

Posted in Sem categoria on 19 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta L: À espera que se transforma em reencontro

By Dall-E 3

Minha querida,

A espera tem sido longa, mas sinto que o fim dela está próximo. Cada dia que passa me aproxima de ti, e a ideia de finalmente te encontrar enche meu coração de uma alegria indescritível.

Quando esse momento chegar, não haverá mais distância, mais saudade, mais silêncio. Haverá apenas nós dois, juntos, completos, como sempre deveríamos estar. Cada lágrima derramada, cada palavra escrita, cada instante vivido longe de ti terá valido a pena.

Prometo que, ao te reencontrar, farei de cada momento ao teu lado uma celebração do que somos.

Teu, no fim da espera e no início do reencontro,
Aquele que nunca deixou de amar-te

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (49)

Posted in Sem categoria on 19 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta XLIX: Às noites que sonham contigo

By Dall-E 3

Minha adorada,

Todas as noites, antes de dormir, fecho os olhos e penso em ti. Imagino teu rosto, teu toque, o som da tua voz. E, por um breve momento, sinto que estás aqui, como se a distância fosse apenas um detalhe insignificante.

Esses sonhos são meu refúgio, o lugar onde posso estar contigo sem as barreiras impostas pelo tempo e pelo espaço. Quando o amanhecer chega, sinto-me renovado, pois sei que cada sonho é um passo mais próximo de tornar-se realidade.

Prometo que, um dia, não precisarei mais sonhar, pois estaremos juntos novamente.

Teu, em cada sonho e cada despertar,
Aquele que vive pela certeza do teu retorno

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (48)

Posted in Sem categoria on 19 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta XLVIII: Às promessas que o coração nunca esquece

By Dall-E 3

Minha amada,

Prometemos um ao outro que, não importa o tempo ou a distância, nosso amor permaneceria. E aqui estou, fiel a cada palavra dita, a cada jura feita, a cada esperança compartilhada.

Estas promessas são meu alicerce, minha segurança em meio à incerteza. Quando o mundo parece incerto, lembro-me delas e sinto-me renovado, como se a própria alma estivesse sendo abraçada pela tua.

Prometo que, ao voltar para ti, renovaremos cada uma dessas promessas, fazendo delas a base de tudo o que construiremos juntos.

Com fidelidade eterna,
Aquele que vive pelas promessas que te fez

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)