NAS MÃOS DO MEU LIBERTADOR (04)
(Betto Gasparetto)
IV – A Força da Esperança

By Dall-E 3
I
Senhor Jeová, tu que habitas nas alturas e vês todas as coisas com a visão de quem criou o universo, volvo meu olhar em tua direção, buscando refúgio na tua imensa misericórdia. Quando os ventos da adversidade sopram violentamente contra minha alma, e as sombras do desespero tentam encobrir a luz que ainda persiste em meu coração, é em ti que encontro força para resistir. Tu és a minha rocha, o abrigo seguro que não falha, mesmo quando o mundo à minha volta parece desmoronar.
II
Ó Jeová, eu sei que não sou perfeito e que, muitas vezes, minhas mãos se sujam nas batalhas que enfrento, mas mesmo assim, não desisto de procurar tua luz. Quando os que me cercam se alimentam da crueldade e da mentira, tentando dobrar minha alma com palavras afiadas, lembro-me de ti. Tu, Senhor Jeová, vês mais do que o que é visível, escutas mais do que o que é falado, e teu poder é capaz de dissipar as trevas mais densas. Em tua presença, o mal se desfaz como a neblina ao toque da manhã.
III
Quando os inimigos se levantam como ondas furiosas e tentam abalar minha fé, eu sei que tu és o Deus que acalma o mar. Tu não estás distante em tua majestade, mas és próximo ao que clama por tua ajuda, ao que se lança em teus braços com o coração sincero. Eles podem rugir como cães, eles podem espalhar palavras venenosas, mas a verdade que brota do teu ser é mais forte do que qualquer ataque. O mal pode surgir de todas as direções, mas ele não prevalecerá contra o poder do Senhor Jeová.
IV
Eu não sou insensível às ofensas que recebo, mas entendo que o que me atacam não sou eu, mas a luz divina que habita em mim. Quando o mal se insinua e tenta distorcer a verdade, lembro-me de que tu, Senhor Jeová, és a força que me sustenta. Que minha fé seja inabalável diante daquelas que se levantam contra mim, pois, com tua mão poderosa, tu me livrarás das garras da inveja e do ódio. Não peço que eles sejam destruídos, mas que sua cegueira seja iluminada, e que suas palavras de falsidade se dissipem diante da tua verdade.
V
Mesmo quando eles insistem em voltar, como cães famintos que rondam à noite, tentando encontrar brechas na minha paz, sei que tu, ó Senhor Jeová, não me abandonarás. Pois, em tua misericórdia, tu me conduziras pelos caminhos da justiça, e no fim, a verdade será a minha vitória. Os injustos podem se levantar e acreditar que podem desmantelar a esperança, mas a minha confiança em ti é a chama que nunca se apaga. Tu és a minha defesa, a minha fortaleza, a minha salvação.
VI
E quando o dia da minha angústia chegar ao fim, e a noite se estender, minha alma descansará, pois sei que em tuas mãos, Senhor Jeová, estão os destinos dos justos. Eu louvarei teu nome, não por aquilo que me dás, mas pela força que me ofereces para seguir em frente. Porque, enquanto os inimigos se preocupam em destruir, tu me mostras como construir um refúgio de paz em meio à tormenta.
VII
Tu és a minha luz, Senhor Jeová, e por isso, mesmo nos momentos mais sombrios, eu tenho esperança. Quando todos ao meu redor se perderem na escuridão, meu coração se elevará em louvor, porque sei que tu nunca deixas de olhar por aqueles que, com fé sincera, se entregam à tua misericórdia. E assim, mesmo sem respostas imediatas, mesmo sem entender todos os teus caminhos, confio em tua promessa de que a vitória será sempre tua, e com ela, a minha também.
(Betto Gasparetto – xi/xix)
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