Arquivo para janeiro, 2025

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (10)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta X: Ao abraço que nunca me deixou

By Dall-E 3

Minha amada,

Ainda sinto em minha pele o calor do teu último abraço, como se ele tivesse deixado uma marca indelével que me acompanha em cada jornada. Mesmo quando o vento gelado corta meu rosto, há em mim uma chama que resiste, alimentada pela lembrança de teus braços em volta de mim.

Cada porto em que desembarco traz a esperança tola de te encontrar, mas tua ausência logo se faz sentir, pesada como o silêncio da noite. Contudo, não permito que a saudade me consuma por completo, pois sei que ela é também prova do quanto somos ligados, mesmo separados por oceanos.

Tua imagem vive em cada detalhe do meu dia: no brilho do sol sobre as águas, no aroma da maresia, no eco das risadas dos homens ao meu redor. És minha constância em meio ao caos, o ponto fixo para onde retorno, mesmo quando todos os caminhos parecem incertos.

Prometo que meu próximo abraço será tão forte que nenhum vento ou mar poderá afastar-nos novamente.

Com amor eterno,
Aquele que vive no calor da tua lembrança

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (09)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta IX: À carência que se torna poesia

By Dall-E 3

Minha adorada,

Hoje, senti uma carência tão profunda que nem mesmo a imensidão do mar conseguiu disfarçar. Era como se meu peito estivesse vazio, implorando por tua presença. Quisera eu que o vento que corta as velas pudesse levar-me até ti, mesmo que por um instante, para que meu coração reencontrasse o ritmo que só tua voz consegue ditar.

A cada dia que passa, percebo o quanto a vida perde seu brilho sem o toque das tuas mãos, sem o aconchego do teu sorriso. Caminho entre marinheiros que cantam suas glórias e conquistas, mas, para mim, a única vitória será encontrar-me contigo novamente.

Nesta carta, deixo-te o que tenho de mais verdadeiro: minhas palavras, meu desejo, minha saudade. São elas que atravessam os mares, desafiando as distâncias, para alcançar teu coração. Que tu possas senti-las como um sussurro ao ouvido, suave e intenso, lembrando-te de que meu amor por ti não conhece fronteiras.

Sei que as partidas nos afastam, mas os reencontros nos tornam ainda mais fortes. Por isso, aguardo pacientemente, com a certeza de que nossos caminhos se cruzarão novamente, como o sol que inevitavelmente retorna ao amanhecer.

Com todo o meu amor,
Aquele que faz da saudade sua poesia

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (08)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta VIII: Ao reflexo dos teus olhos em minha memória

By Dall-E 3

Minha amada,

Hoje, enquanto observava as águas calmas ao cair da tarde, vi refletido nelas o brilho dos teus olhos. Ainda que fosse uma ilusão criada pela saudade, meu coração se aqueceu, pois não há visão mais doce do que a tua. O mar, sempre tão vasto e indecifrável, tornou-se menor diante do abismo da distância que nos separa.

Recordo-me dos dias em que tua presença era minha única necessidade. Agora, no silêncio destas jornadas, percebo que tua ausência se tornou meu maior companheiro. Cada memória de ti é uma onda que me atinge, trazendo ora conforto, ora dor, mas sempre lembrando-me do amor que nos une.

Espero que, ao receber estas palavras, sintas o mesmo calor que sinto ao escrevê-las. Pois, minha querida, se não posso estar ao teu lado, deixo que estas cartas sejam o abraço que meus braços não podem oferecer.

O horizonte, por mais distante que pareça, é a linha que nos promete reencontro. E eu, tua eterna âncora, aguardarei o dia em que possamos lançar fora todas as correntes que nos prendem a este intervalo de saudades.

Teu, em pensamento e coração,
Aquele que vê o infinito em ti

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (07)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta VII: À promessa de um reencontro que nunca se desfaz

By Dall-E 3

Minha doce amada,

Enquanto o sol descia no horizonte, tingindo o céu com cores que não consigo descrever, pensei em ti. Era como se o mundo, em toda a sua beleza, quisesse consolar-me pela tua ausência, mas nenhuma paisagem, por mais grandiosa que seja, pode preencher o vazio que sinto sem ti.

Cada dia que passa é mais um passo rumo ao nosso reencontro. Não sei quanto tempo mais esta viagem durará, mas mantenho viva a certeza de que um dia meus olhos voltarão a encontrar os teus. Essa promessa é a âncora que me mantém firme em meio às tormentas e a luz que guia meu caminho na escuridão.

Sonho com o momento em que, ao descer do navio, verei-te entre a multidão. Imagino teu sorriso tímido e tuas mãos inquietas, tentando conter a emoção. Quero correr até ti, segurar-te nos braços e dizer tudo o que estas cartas não conseguem traduzir: que és o motivo de cada decisão, de cada sacrifício, de cada esperança que guardo.

Até lá, continuo a escrever, pois as palavras são a única ponte que tenho para alcançar-te. Que elas cheguem até ti como um sussurro carregado pelo vento, e que saibas que, mesmo distante, estou contigo em pensamento e coração.

Teu para sempre,
Aquele que vive pela promessa do teu amor

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)

CARTAS MARITIMAS: AMORES PERFEITOS EM MARES IMPERFEITOS (06)

Posted in Sem categoria on 14 de janeiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Carta VI: Ao eco do teu nome no mar infinito

By Dall-E 3

Minha amada,

Hoje, quando o vento soprou com mais força, chamou-me pelo teu nome. Era como se o mar, cúmplice de minha saudade, quisesse trazer-me de volta a ti com cada murmúrio das ondas. Fechei os olhos e, por um instante, senti tua voz acariciar minha alma, doce e terna, como o som que sempre me conforta.

Navegar por essas águas é um desafio, mas maior é a dor de estar longe do teu abraço. Pergunto-me quantas noites ainda terei de suportar sem sentir o calor da tua presença ao meu lado. A cada porto que tocamos, meu olhar busca o impossível: tua silhueta entre estranhos, teu sorriso entre rostos desconhecidos.

Lembro-me dos dias em que caminhávamos juntos, lado a lado, e como eu sentia que nada poderia nos separar. Agora, o oceano é a barreira que nos afasta, mas também é a promessa de que um dia nos unirá novamente. Por isso, eu o respeito e o temo na mesma medida.

Envio-te, nesta carta, todo o amor que meu coração pode conter, na esperança de que o sintas onde quer que estejas. A distância não pode apagar o que somos; ela apenas adia o inevitável reencontro.

Com o coração repleto de saudades,
Aquele que te encontra em cada onda

(Betto Gasparetto – v/mcmcxii)