As Pontes Quais Passamos Marcaram Nossos Passos – Elegias (02/13)

(Betto Gasparetto)

Elegia II. O Eco Das Nossas Vozes

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Oh, as passagens que tomamos com passos de fé,
Cada uma gravada na terra com marcas de dor.
O que restou de nós, se não o vazio do que se foi?
Ah, como o tempo esgota os dias que um dia eram de glória.
E as pontes que atravessamos, em seu majestoso ser,
Agora são sombras de tudo o que esperávamos ser.
Elas caíram, frágeis sob o peso do destino,
Deixando-nos em um abismo sem fim, sem abrigo.

Eu me lembro, oh! Como esqueceria, do teu rosto?
Nosso destino parecia certo, mas logo desmoronou,
As promessas que trocamos, são agora palavras sem sentido,
E o que restou de nós é apenas o silêncio profundo.
As pontes que passamos, por onde nossa esperança andou,
Hoje são os vestígios de um amor que não se firmou.
Oh, como as águas se levaram os nossos sonhos,
E o rio da vida corre sem destino algum.

Ficamos na beira da margem, a olhar para o que se perdeu,
E tudo o que foi prometido, o tempo apagou.
O eco de nossos passos nas pontes que atravessamos
Agora são sombras, nos espaços vazios do ser.
A dor, como uma correnteza, arrasta-nos sem piedade,
E a saudade é um mar sem fim, sem felicidade.

(Betto Gasparetto – v/x)

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