As Pontes Quais Passamos, Marcaram Nossos Passos – Elegias (03/13)
(Betto Gasparetto)
Elegia III. No Fim, Somente o Desamparo

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Onde estão os risos que um dia ocupavam o ar?
Agora são só ecos perdidos nas cavernas do tempo.
As pontes que atravessamos, então, se desvaneceram,
Deixando-nos a caminhar na estrada do lamento.
O que restou de nós? O que sobrou de uma alma tão inteira?
Agora são pedaços dispersos de um sonho sem fronteira.
Oh, as pontes que quebramos, e as que caíram ao chão,
Nos deixam com o vazio das palavras não ditas em vão.
Na memória, o calor do teu toque ainda queima,
Mas é uma chama que só arde no esquecimento.
As pontes que passamos, agora são os cacos do nosso ser,
E a saudade, como um rio, não sabe cessar.
Ah, como gostaríamos de voltar atrás,
Mas o destino, em sua crueldade, nos arrasta ao fim.
Os passos que um dia marcharam lado a lado,
Agora são só ecos no corredor da solidão.
E as pontes que passamos, agora são escombros de dor,
Guardam as promessas que a vida, por fim, queria.
Nos resta apenas o peso da saudade,
E a amarga sensação de que a vida foi fria.
(Betto Gasparetto – v/x)
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