(Betto Gasparetto)
Cântico nr. 2. Na Sombra dos Limoeiros

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Teu rosto reflete a aurora sobre o Jordão,
E teus cílios são as asas das gazelas que bebem do rio.
Ó mulher dos cedros, teu olhar cala os trovões,
E tua voz acalma as águas do Mar Morto.
Teus braços são ramos de oliveira,
E teu toque é o bálsamo que sara os exilados.
Onde caminhas, brotam jasmins e açafrões,
E teu rastro é o perfume das laranjeiras ao vento.
Ó esposa dos perfumes, teu nome é cântico,
E teu colo é morada das aves errantes.
Que eu me perca entre os limoeiros de tua pele,
E que minha sede se sacie na doçura de teu fruto.
A brisa que balança as folhas do oriente,
Traz consigo teu aroma de citrinos e âmbar.
Teu sorriso ilumina as colinas de Basã,
E tua voz é como o eco das fontes sagradas.
Ó bela entre as vinhas do Líbano,
Tuas palavras são como a seda ao vento.
Que eu beba do néctar de tua boca,
E que minha alma se embriague de tua presença.
Nos campos floridos de Amana,
Teu nome é murmúrio dos cedros.
E nas tardes de mirra e açafrão,
És o cântico do entardecer sereno.
Que os ventos do Levante te levem meu suspiro,
E que as laranjeiras floresçam ao teu redor.
És o luar que beija as águas,
E a alvorada que desponta sobre o deserto.
Teu perfume desperta os lírios adormecidos,
E teu toque reanima os sonhos esquecidos.
Que cada raio do sol de Hermom,
Aqueça teus passos e embale teu repouso.
Na sombra dos limoeiros, eu te espero,
Como o viajante que aguarda a chuva.
Pois tua presença é como a terra fértil,
Que transforma o árido em jardins de esperança.
E se o dia partir sem que eu te veja,
Que a noite traga teu nome entre as estrelas.
Que cada brisa conte nossa história,
E que cada fruto guarde nosso segredo.
Ó amada, deixa-me repousar em tua sombra,
E beber da fonte dos teus lábios.
Que minha jornada termine em teus braços,
E que tua ternura seja meu último alento.
Teu rosto reflete a aurora sobre o Jordão,
E teus cílios são as asas das gazelas que bebem do rio.
Ó mulher dos cedros, teu olhar cala os trovões,
E tua voz acalma as águas do Mar Morto.
Teus braços são ramos de oliveira,
E teu toque é o bálsamo que sara os exilados.
Onde caminhas, brotam jasmins e açafrões,
E teu rastro é o perfume das laranjeiras ao vento.
Ó esposa dos perfumes, teu nome é cântico,
E teu colo é morada das aves errantes.
Que eu me perca entre os limoeiros de tua pele,
E que minha sede se sacie na doçura de teu fruto.
(Betto Gasparetto – vi/xx)
