Arquivo para 16 de fevereiro de 2025

Quando Teus Beijos Acalmam Minh’Alma (02/12)

Posted in Sem categoria on 16 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Cântico nr. 2. Na Sombra dos Limoeiros

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Teu rosto reflete a aurora sobre o Jordão,
E teus cílios são as asas das gazelas que bebem do rio.
Ó mulher dos cedros, teu olhar cala os trovões,
E tua voz acalma as águas do Mar Morto.

Teus braços são ramos de oliveira,
E teu toque é o bálsamo que sara os exilados.
Onde caminhas, brotam jasmins e açafrões,
E teu rastro é o perfume das laranjeiras ao vento.

Ó esposa dos perfumes, teu nome é cântico,
E teu colo é morada das aves errantes.
Que eu me perca entre os limoeiros de tua pele,
E que minha sede se sacie na doçura de teu fruto.

A brisa que balança as folhas do oriente,
Traz consigo teu aroma de citrinos e âmbar.
Teu sorriso ilumina as colinas de Basã,
E tua voz é como o eco das fontes sagradas.

Ó bela entre as vinhas do Líbano,
Tuas palavras são como a seda ao vento.
Que eu beba do néctar de tua boca,
E que minha alma se embriague de tua presença.

Nos campos floridos de Amana,
Teu nome é murmúrio dos cedros.
E nas tardes de mirra e açafrão,
És o cântico do entardecer sereno.

Que os ventos do Levante te levem meu suspiro,
E que as laranjeiras floresçam ao teu redor.
És o luar que beija as águas,
E a alvorada que desponta sobre o deserto.

Teu perfume desperta os lírios adormecidos,
E teu toque reanima os sonhos esquecidos.
Que cada raio do sol de Hermom,
Aqueça teus passos e embale teu repouso.

Na sombra dos limoeiros, eu te espero,
Como o viajante que aguarda a chuva.
Pois tua presença é como a terra fértil,
Que transforma o árido em jardins de esperança.

E se o dia partir sem que eu te veja,
Que a noite traga teu nome entre as estrelas.
Que cada brisa conte nossa história,
E que cada fruto guarde nosso segredo.

Ó amada, deixa-me repousar em tua sombra,
E beber da fonte dos teus lábios.
Que minha jornada termine em teus braços,
E que tua ternura seja meu último alento.

Teu rosto reflete a aurora sobre o Jordão,
E teus cílios são as asas das gazelas que bebem do rio.
Ó mulher dos cedros, teu olhar cala os trovões,
E tua voz acalma as águas do Mar Morto.

Teus braços são ramos de oliveira,
E teu toque é o bálsamo que sara os exilados.
Onde caminhas, brotam jasmins e açafrões,
E teu rastro é o perfume das laranjeiras ao vento.

Ó esposa dos perfumes, teu nome é cântico,
E teu colo é morada das aves errantes.
Que eu me perca entre os limoeiros de tua pele,
E que minha sede se sacie na doçura de teu fruto.

(Betto Gasparetto – vi/xx)

Quando Teus Beijos Acalmam Minh’Alma (01/12)

Posted in Sem categoria on 16 de fevereiro de 2025 by Prof Gasparetto

(Betto Gasparetto)

Cântico nr. 1. Perfume do Cedro e das Romãs

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Sob a brisa que dança entre as colinas de Amana,
Teu perfume se espalha como mirra ao sol nascente.
Ó amada, teus cabelos ondulam como rios de mel,
E teus olhos são astros que guiam as caravanas.

Teus lábios são rubis molhados pela alvorada,
E tuas palavras são néctar colhido em jardins de Líbano.
Os figos e tâmaras adornam tua presença,
E a doçura das romãs se dissolve em teu hálito.

O cedro curva-se ao teu perfume de aloés,
E os ventos do oriente ressoam teu nome nas montanhas.
Ó minha amada, és o esplendor de todas as auroras,
És o cântico do deserto e a sombra dos tamareirais.

Nos teus braços, a calmaria repousa,
E nas tuas mãos florescem dálias e jasmins.
O sol te saúda com seus raios dourados,
E as colinas se inclinam ao teu caminhar.

Teus passos são leves como a brisa do Levante,
E teu olhar ilumina as veredas do meu destino.
Que tua presença seja o estio do meu inverno,
E que teu nome ressoe nos ventos do deserto.

A água do Jordão não é tão cristalina quanto tua pele,
E o aroma das romãs não é tão doce quanto teu riso.
Os ventos que sopram dos montes de Hermom,
Trazem teu sussurro como um segredo ancestral.

Ó amada, que teu nome seja eterno,
Como os cedros que tocam o céu.
Que tua essência seja o bálsamo dos errantes,
E tua ternura, a redenção dos solitários.

E se a noite cair sobre nós,
Que seja sob o brilho das tuas estrelas.
Que cada flor dos campos te evoque,
E que cada brisa traga teu perfume.

Eis que sou peregrino dos teus olhos,
E neles repousa minha alma inquieta.
Que tua boca seja o néctar do orvalho,
E que teu amor seja meu abrigo eterno.

Entre as muralhas do tempo,
Teu nome ecoará como um cântico.
E nas páginas da memória,
Serás o verso que nunca se apaga.

Ó amada, és o sol que banha as videiras,
E és a sombra que refresca o dia.
Que tua presença seja meu norte,
E tua voz, o hino do meu coração.

Deita-te entre as oliveiras floridas,
E repousa teu rosto sobre as romãs.
Que cada gota de orvalho que toca tua pele,
Seja um beijo do céu em tua fronte.

Que as dádivas do Líbano te envolvam,
E que as dálias floresçam em teu caminho.
És o alvorecer sobre as montanhas,
E o crepúsculo sobre as dunas do deserto.

Vem, minha amada, e deita-te em meu peito,
Que teu perfume inebrie minhas noites.
Pois és a aurora do meu horizonte,
E a promessa de um amor sem fim.

Nos dias quentes, serei tua sombra,
Nos dias frios, serei teu abrigo.
Pois tu és o sonho do meu coração,
E a prece que os céus responderam.

(Betto Gasparetto – vi/xx)