Quando Teus Beijos Acalmam Minh’Alma (04/12)

(Betto Gasparetto)

Cântico nr. 4. Entre as Dunas de Olíbano

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Teus braços são palmeiras que beijam o vento,
E teu ventre é terra fértil que dá flor aos viajantes.
Teus cabelos, ô noite estrelada, são rios de âmbar,
E tua pele é o fulgor das tâmaras maduras.

Onde repousas, brotam açafrões e violetas,
E teu sono perfuma os céus como incenso ardente.
Ó amada, és a carícia dos ventos do deserto,
E tua voz ecoa nos vales como hinos de caravanas.

Que eu me perca na vastidão de tua essência,
E que tuas mãos sejam minha morada e meu repouso.
Pois teu perfume é bálsamo para os errantes,
E tua presença é a promessa de um oásis eterno.

Nas dunas onde os camelos descansam,
Ouço teu nome sussurrado pelo vento.
Os grãos de areia deslizam como teus dedos,
E o calor do deserto é o abraço de tua lembrança.

Ó mulher dos perfumes de mirra e olíbano,
Cada passo teu desenha novas constelações.
E no horizonte onde o céu se encontra com a terra,
És a promessa de eternidade em meu peito.

Na seda do deserto, onde o vento repousa,
Teus passos desenham trilhas de promessas.
Ó amada, cada grão de areia te saúda,
E as estrelas do Oriente te reconhecem.

Que tua presença seja o descanso dos viajantes,
E teu olhar, a bússola dos errantes.
Nas noites onde a lua toca as dunas,
Que teu nome ressoe como cântico sagrado.

Os cedros do Líbano inclinam-se à tua voz,
E o murmúrio dos rios leva teu sussurro.
Ó musa das tempestades calmas,
És a sombra onde o cansaço se desfaz.

(Betto Gasparetto – vi/xx)

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