Quando Teus Beijos Acalmam Minh’Alma (07/12)

(Betto Gasparetto)

Cântico nr. 7. A Canção das Romãs Maduras

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning

Os ventos que passam por tuas vestes
São os mesmos que embalam as romãs do deserto.
Tua doçura se espalha no ar como mirra,
E cada fruto amadurece ao som de tua voz.

No pomar onde o tempo adormece,
Teu perfume dança entre as folhas.
As abelhas repousam no néctar dos teus lábios,
E a brisa leva teu nome às colinas distantes.

Ó amada, tua pele é um jardim secreto,
Onde as tâmaras repousam ao luar.
Que teus braços sejam meu abrigo,
E teu colo, minha morada eterna.

As uvas que crescem à tua sombra,
Carregam em si o sabor do teu beijo.
E os pássaros que cantam entre os ramos,
Entoam hinos de tua beleza.

Ó mulher dos campos floridos,
Que cada fruto traga tua lembrança.
Que cada raio de sol que toca a terra,
Seja a promessa de tua presença.

E quando a noite cair sobre as colinas,
Que tua voz seja a melodia do silêncio.
E que as romãs que se abrem à tua passagem,
Sejam as palavras do nosso amor eterno.

Nas tardes douradas, entre vinhas e jasmins,
Sinto teu rastro nos vales adormecidos.
Os riachos cantam teus sussurros perdidos,
E a aurora traz teu nome entre as brisas.

Se os montes do Líbano falassem de amor,
Contariam os segredos que confiei ao vento.
Cada flor colhida entre as videiras,
Guarda um beijo que o tempo não apagou.

As tâmaras adoçam as mãos dos viajantes,
Assim como teu olhar adoça minhas noites.
E quando a alvorada toca as romãs,
Vejo nelas o reflexo de teu sorriso.

Ó mulher de perfume de açafrão e mirra,
Que teu nome ressoe nos vales do Oriente.
Que a lua escreva tua história no céu,
E que os ventos espalhem tua lembrança.

Que eu possa repousar entre os ramos,
Onde tua voz se dissolve entre as folhas.
Que teu amor seja o néctar da vida,
E teu toque, a bênção de cada estação.

Que minha alma seja um jardim cultivado,
Onde cada fruto floresce ao teu toque.
Pois és a música que embala as romãs,
E a eternidade que vive em meu peito.

 (Betto Gasparetto – vi/xx)

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