Quando Teus Beijos Acalmam Minh’Alma (11/12)
(Betto Gasparetto)
Cântico nr. 11. A Ternura dos Olivais Distantes

By NC Flux Schnell+ Starlight XL, Atomix XL v4 Lightning
Nas colinas que o tempo esqueceu,
As oliveiras sussurram teu nome.
Que cada ramo verde te embale,
E que cada sombra abrigue teu descanso.
Os pastores que passam entre os troncos antigos,
Recolhem os ecos de tua lembrança.
Ó mulher de perfume de aloés e de mirra,
Teus passos são trilhas no coração da terra.
Sob a lua, os olivais se tornam templos,
Onde tua presença é um cântico sagrado.
Que eu me perca no frescor de tua sombra,
E encontre abrigo na doçura de tua voz.
Os ramos curvam-se ao peso dos frutos,
Assim como meu peito ao peso de tua ausência.
Que cada gota de azeite que escorre,
Seja um verso dedicado ao teu nome.
Ó amada, que minha alma floresça em teus campos,
E que meu coração seja terra fértil para teu amor.
Pois nos olivais onde o tempo repousa,
Tua ternura é a promessa de um amanhecer eterno.
(Betto Gasparetto – vi/xx)
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